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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tremor nos olhos. Tremor palpebral

O tremor nos olhos, como as pessoas costumam chamar, é na verdade é um tremor nas pálpebras e não do olho em si. Em termos médicos, esse tremor é chamado mioclonia.
Esse tremor involuntário das pálpebras pode ocorrer sem motivo aparente, sem causa nenhuma mas pode também ser decorrente de alguma doença nos olhos ou nos nervos do rosto.


O tremor ocorre no músculo palpebral ou no músculo orbicular (que envolve os olhos) e costuma ser benigno, isto é, geralmente não indica nenhuma doença.

Causas do tremor nas pálpebras
- Cansaço extremo
- Stress, nervosismo, ansiedade
- Ingestão excessiva de cafeína (café, chá, refrigerante) ou álcool
- Falta de vitaminas e sais minerais
- Carência de potássio
- Uso de óculos com grau errado e inadequado (raramente)
- Ressecamento ocular (olho seco)
- Alergia ocular
- Tique nervoso (existe uma doença chamada Síndrome de Tourrete em que a pessoa tem muitos tiques e um deles pode ser piscar o olho)

No entanto, mais uma vez ressalto que em grande parte dos casos NÃO é possível identificar a causa do tremor dos olhos.

Algumas alterações oculares também podem causar esse tremor:
- Ceratite
- Ponto solto (para quem fez alguma cirurgia nos olhos e o ponto fica exposto)

O que é blefaroespasmo e espasmo hemifacial?
Blefaroespasmo e espasmo hemifacial são doenças do sistema nervoso (do tronco cerebral, dos gânglios da base ou do nervo facial) em que ocorre contrações (tremores) involuntários e frequentes dos músculos ao redor do olho e ás vezes também dos músculos ao redor da boca, de um lado só ou dos 2 lados do rosto. Os tremores são tão intensos e constantes que limitam muito a vida da pessoa e precisam ser tratados. O tratamento pode ser feito com injeção de toxina botulínica (botox).

Quando o tremor ocular é preocupante ?
Embora raro, o tremor palpebral pode sinalizar uma doença neurológica, uma alteração do sistema nervoso central.  Nesse caso, outros sintomas costumam ocorrer, como paralisia facial, tremor na região dos lábios, dificuldade para andar, falar etc... Nesses casos um neurologista deve ser consultado o quanto antes.

Quando devo procurar o oftalmologista devido ao tremor nas pálpebras?
Se o tremor nas pálpebras ocorre de forma esporádica, poucas vezes na semana e só por um tempo pequeno não há necessidade de preocupação. Mas quando esses sintomas ficam mais comuns e freqüentes ou quando outros sintomas oculares acontecem junto (como dor nos olhos, sensação de areia, baixa da visão), o oftalmologista deve ser procurado.

Como tratar o tremor dos olhos ?
Primeiro é preciso entender que quando esse tremor é esporádico não precisa de tratamento especifíco. É preciso identificar a causa desse tremor e combater o estresse, melhorar a alimentação, dormir melhor etc...
Ir no oftalmologista para fazer um exame de grau, ver se os seus óculos estão desatualizados também é importante.
Em casos onde o tremor é tão grande que atrapalha a vida ou a visão da pessoa, uma opção de tratamento é a aplicação de botox. Leia mais sobre a aplicação de Botox nas doenças oculares, clicando aqui

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Botox - Uso na Oftalmologia

O BOTOX (toxina botulínica A) é um medicamento usado de forma injetável (injeção) para tratamentos estéticos, corrigindo rugas de expressão, melhorando a expressão facial, corrigindo a queda da pálpebras etc...



No entanto, o Botox também é usado na oftalmologia para correção de diversas doenças, como blefarosespasmo essencial, espasmo hemifacial, distonias e para corrigir alguns casos de estrabismo.
Botox na verdade é o nome comercial mais conhecido da toxina botulínica mas existem outras formas disponíveis como o  Dysport, da Suécia e o Prosigne, da China.

Como o Botox age?

O Botox é uma neurotoxina produzida por um grupo de bactérias (Clostridium botulinum) e que afeta ou paralisa a função dos músculos aonde eles são injetados. A sua ação é temporária, durando em média de 4 a 6 meses.

Botox e Blefaroespasmo

Blefarosespasmo: Antes e depois da injeção do Botox
Blefaroespasmo é uma desordem neuromuscular em que há contração involuntária dos músculos ao redor do olho (músculos orbiculares). Com isso, a pessoa tem contrações intensas nessa região, "piscando" muito e de forma involuntária, o olho. A pessoa pode referir sensação de ressecamento, dor ocular ou dor de cabeça. Em casos mais intensos a pessoa chega a ser considerada com "cegueira funcional" porque fica mais tempo com o olho fechado (contraido) do que aberto.
O Botox é aplicado diretamente nesses músculos, impedindo que eles se contraiam e devolvendo ao paciente uma vida normal.
Depois de 4 ou 6 meses, o efeito do Botox passa e é preciso fazer nova aplicação. A cada aplicação nova, o tempo de duração do Botox diminui.

botox no olho
Locais de aplicação da injeção do Botox ao redor do olho

Botox e Espasmo hemifacial

O espasmo facial é uma doença em que há contração de toda a musculatura de uma metade da face. A pessoa apresenta contrações involuntárias da musculatura periocular (olho) e perioral (ao redor da boca).
O botox é feito de forma idêntica ao do blefaroespasmo facial.

Uso do Botox em casos de Estrabismo


Estrabismo é o grupo de doenças em que os olhos não ficam paralelos, ou seja, cada olho olha em uma direção diferente. São aqueles casos popularmente conhecidos como "vesgos". O estrabismo ocorre porque os músculos que mexem os olhos para um lado e para o outro e para cima e para baixo, não tem a mesma força. Com isso o olho fica desviado para um dos lados. Existem diversos tipos de estrabismo e em alguns deles é possível usar o botox para corrigir a posição dos olhos. O botox é feito no músculo que está mais forte e dessa forma consegue-se o equilíbrio de força entre os músculos e os olhos voltam a ficar paralelos.

Complicações do uso do Botox

Em casos de aplicação na região perto das pálpebras, seja por motivos estéticos (diminuir rugas ou linhas de expressão por exemplo) ou para correção de espasmos faciais, dois tipos de complicações podem ocorrer:
- A pálpebra cai e o olho fica "meio fechado" (Ptose): Se o músculo que mantém a pálpebra aberta for atingido pelo medicamento, a pálpebra fica caida e além de ficar esteticamente ruim, o campo de visão também fica prejudicado. Isso é o que chamamos de ptose.
- Exposição exagerada do olho: Quando se faz muito botox com o objetivo de diminuir as linhas de expressão, o olho pode perder a capacidade de piscar completamente, ficando parcialmente aberto. Isso resseca a córnea, causando uma sensação de ressecamento e até causar comprometimento da acuidade visual.

Para saber mais sobre o uso do Botox na medicina, leia: BOTOX | Aplicações terapêuticas e cosméticas