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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Entenda a receita dos seus óculos

Quando você vai ao médico oftalmologista e este te passa uma receita de óculos você consegue entender o que esta receita está dizendo? A comunicação entre o médico e a ótica (ou, mais precisamente, o ótico responsável pela ótica) é feita por códigos e linguagem que muitas vezes são inacessíveis a quem não é do ramo.


Então, vamos ensinar como entender uma receita de óculos.
A primeira coisa da receita é a identificação do nome e a data da prescrição. Isso é fundamental para comparações com exames futuros. Lembre-se de guardar todas as suas receitas de óculos antigas.
As siglas OD e OE significam olho direito e olho esquerdo respectivamente.

As receitas ficam divididas em duas partes: grau de longe e grau de perto.
Os números que aparecem antes da abreviação .esf (de esférico) vão significar o grau de miopia (se for um grau com o sinal negativo antes do número) ou de hipermetropia (se o sinal for positivo).
Resumindo: Esférico com sinal + é hipermetropia e com sinal - é miopia

O número que aparece antes da abreviação .cyl ou .cil (de cilindro) se refere ao grau de astigmatismo (em quem não tem astigmatismo esse campo ficará zero).
O grau de astigmatismo não é colocado em toda a superfície da lente mas só e um determinado eixo. Por isso, ao lado desse número aparece um outro número que determina o eixo do astigmatismo. Ele varia de 0 a 180 graus. No Brasil, esse grau de cilindro (astigmatismo) é sempre precedido de um sinal negativo (-).

Eixo do astigmatismo. Varia de 1 a 180

O grau de presbiopia ou vista cansada, aparece na parte do grau de perto. Esse grau de perto é sempre somado ao grau de longe e é sempre precedido de um sinal positivo (+).
Em muitas receitas de óculos, esse grau vem após a palavra "adição" ou a abreviação .ad
Por exemplo, se uma pessoa tem +2,00 graus para longe (hipermetropia) e necessita de uma adição de +3,00 para perto, o seu óculos de perto vai ser de +5,00 (+2,00 + 3,00).
Agora, se o grau de longe for de -2,00 (miopia) e necessitar de +3,00 para ler de perto, o seu óculos será de +1,00 (-2,00 + 3,00). É uma simples operação matemática.
Alguns médicos já fazem essa soma na receita e outros só escrevem o valor da adição (que no exemplo acima foi  +3,00).

Em uma outra parte da receita está escrito a palavra "prisma". Nessa parte, o médico colocará algum número se o paciente tiver algum grau de estrabismo ("vesguice") e for corrigir isso com óculos. Se não for o caso, essa parte da receita ficará em branco.

Além desse graus de miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia existentes na receita, os oftalmologistas anotam um valor chamado DNP ou só DP. Essa sigla significa a distância entre as pupilas (ou distância pupilar) e é um dado muito importante na hora de montar os óculos. Alguns oftalmologista fazem essa medida na consulta mas outros preferem que o ótico faça essa medição na própria ótica.
Os médicos muitas vezes também anotam qual tipo de lente eles recomendam, seja pelo material (resina, policarbonato etc...) ou pelo fabricante.

Lembre-se:
  • Sempre guarde suas receitas e leve elas ao médico quando for fazer novas consultas para verificar o grau.
  • Receita de óculos NÃO é receita de lentes de contato. Algumas informações para fazer as lentes de contato e o grau certo dessas lentes só são obtidas num teste específico para lente de contato.

Para saber como escolher a melhor armação para o seu rosto e a lente certa para o seu grau, leia o texto abaixo, Nesse texto você também aprenderá a cuidar dos seus óculos da maneira certa
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/como-escolher-seus-oculos.html

Se pretende comprar um óculos escuros saiba como escolher uma lente boa e o óculos certo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/oculos-de-sol-ou-oculos-escuros.html

Usa óculos multifocal? Então saiba mais sobre o assunto:

Quer saber mais sobre Lentes de Contato?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tudo sobre óculos multifocal: Dicas para uma boa adaptação

O americano Benjamim Franklin é o responsável pela "invenção", em 1785, do óculos bifocal. Como ele próprio conta "formando uma única lente por justaposição de duas metades de lentes diferentes, uma para visão de perto e outra para visão de longe".
Esse óculos bifocal todo mundo conhece. É aquele que tem uma “janelinha” separando as lentes de longe (na parte superior) com a lente de perto (na parte inferior). Além desse óculos denunciarem a idade de quem está usando, ele só proporciona nitidez para duas distâncias fixas (longe e perto) e causa um “salto da imagem” quando os olhos cruzam a linha de separação das lentes.



O óculos multifocal apresenta a combinação de dois óculos juntos: o de longe (miopia ou hipermetropia com ou sem astigmatismo) e o de perto (presbiopia ou vista cansada). Ou seja, ele soma duas lentes numa única lente sem que haja uma nítida separação entre elas. Melhor ainda, ela faz uma transição gradual e suave do grau de longe para o intermediário e então para o de perto, proporcionando uma visão nítida em todas as distâncias de foco.

Por isso não dá para comparar a visão proporcionada por uma lente multifocal com uma bifocal. Muito menos com o fato de se ter dois óculos separados para longe e para perto. O multifocal acaba com o tira e põe de óculos, com a troca de um óculos pelo outro ou com o esquecimento de onde os deixou. Sem mencionar a estética: óculos pendurado no pescoço, na mão, na testa ou na ponta do nariz.





visão corrigida com óculos para longe



visão corrigida com óculos para perto







visão corrigida com óculos multifocal


No entanto, o medo de usar o multifocal e não se adaptar parece ser contagiante. Todo mundo parece conhecer alguém que usou e não gostou e sai falando mal para todo mundo.
Mas não é bem assim.

É difícil se adaptar ao óculos multifocal?


Isso depende do tipo de grau que a pessoa tem, da lente de óculos escolhida e da motivação da pessoa em se acostumar com esse tipo de óculos. O esforço, no entanto, valerá a pena quando você conseguir ter uma visão boa em todas as distâncias (perto e longe) sem precisa ficar trocando de óculos.

Algumas dicas para uma boa adaptação ao óculos multifocal:

1- Óculos multifocal é caro mesmo. Não adianta fazer uma lente ruim ou economizar na lente pra comprar uma armação cara. Para uma boa adaptação é preciso uma boa lente. E uma boa lente geralmente tem um custo maior, embora cada vez essas lentes estão mais acessíveis.

2- Tem que tentar, insistir, tentar mais e insistir de novo. Se desistir na primeira tentativa, nunca vai usar o multifocal. Quando colocamos qualquer lente de correção visual, nosso cérebro precisa se adaptar para interpretar a nova forma como os olhos estão captando as imagens. O tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa e de lente para lente.

3- No começo algumas atividades vão ser mais difíceis, por exemplo, descer escada, manobrar o carro na garagem. Tente evitá-las nos primeiros dias.

4- É um óculos novo e diferente dos óculos monofocais. E como todo aparelho novo tem que aprender a usar. Mexer os olhos e não a cabeça, manter o óculos bem posicionado no rosto ...

5- Algumas lentes multifocais privilegiam a visão de longe ou a intermediária ou a de perto. Converse com seu médico e com o óptico responsável pela ótica para saber qual a melhor para você, dependendo das suas atividades, do seu trabalho...

6- A medida da distância pupilar e a altura de montagem são fundamentais. Para isso procure uma boa ótica. As óticas de bairro, pequenas mas bem montadas, com um atendimento personalizado e diferenciado muita vezes fazem um trabalho melhor do que as grandes cadeias com atendimento em massa. Se informe e pegue referências.

7- Da mesma maneira um exame de refração bem feito, com calma e atenção é fundamental. Procure um oftalmologista atencioso e que faça um exame de refração cuidadoso.

8- O tamanho da armação, mais precisamente a sua altura é importante. Se você optar por uma armação pequena (14mm) tenha certeza que a ótica vá colocar uma lente especifica para essas alturas de armação. Caso contrário a adaptação vai ser bem complicada.

As lente multifocais apresentam um “corredor de visão”. Ou seja, conforme o grau na lente vai passando do grau de longe para o de perto, esse corredor vai diminuindo, se estreitando. A parte periférica da lente geralmente não tem grau. Os fabricantes de lentes multifocais tentam cada vez mais fabricar lentes com corredores de visão amplos proporcionando um maior campo de visão para o cliente e uma adaptação mais rápida.
Clique aqui e saiba sobre os últimos lançamentos de lentes multifocais


Uma boa lente vai reduzir desnecessários movimentos de cabeça permitindo uma postura mais natural e confortável ao visualizar objetos muito próximos ou em distâncias intermediárias.

Outro tipo de lente é a intermediária. O óculos intermediário serve para quem não usa ou não quer usar óculos para longe mas começou a apresentar dificuldade para perto e trabalha com computador. Como a distância de leitura no computador é diferente da distância de leitura de livros ou jornais, ele precisa de um óculos com dois tipos de graus diferentes. Os óculos intermediário são como lentes multifocais mas com grau só para médio e curta distancia proporcionando um adaptação fácil e rápida.


Esse post gahou uma continuação recente. Clique aqui e saiba como comprar o seu óculos multifocal

Você entende o que está escrito na receita dos seus óculos? Então leia esse texto:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/entenda-receita-dos-seus-oculos.html

Quer saber como escolher a lente de óculos certa e a armação certa para você? Então leia:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/como-escolher-seus-oculos.html

Quer entender melhor o que é Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo? Então leia esse texto:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/sobre-graus-oculos-e-lentes-de-contato.html

Quer usar Lente de Contato? Use Lentes de Contato Multifocais!
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/09/lentes-de-contato-multifocais.html




domingo, 11 de abril de 2010

Como medir o grau de óculos certo para você

O exame de refração.

Esse é o exame básico do médico oftalmologista e o motivo principal das consultas a esses médicos
Esse exame é de exclusividade dos médicos. Não pode ser realizado por outros profissionais sob pena de exercício ilegal da medicina. Não confie sua saúde ocular a um profissional não médico .

Para um bom exame de refração a interação médico paciente é primordial.
É importante que você saiba as etapas do exame e como proceder. Na maioria dos consultórios atuais o exame começa com um exame automatizado chamado autorefração computadorizada. Após posicionar corretamente o rosto no aparelho, o médico ou um auxiliar pressionará um botão e o aparelho fornecerá uma estimativa do seu grau de longe. É sobre esse grau que o seu médico começará o exame refração propriamente dito.
Alguns outros médicos podem realizar a retinoscopia ao invés (ou apesar) da autorefração. Nobre arte que quando bem praticada fornece um grau bem acurado.
Depois de obter esse grau estimado, seja através do autorefrator ou da retinoscopia, começará o exame de refração em um aparelho chamado “refrator de greens”.



Muitos paciente reclamam do exame ser feito na base do “esse ou esse”, “essa lente ou essa lente” mas não tem outro jeito. O exame é subjetivo e, portanto, depende da opinião do paciente.
Para isso mantenha-se calmo e atento as instruções do seu médico. Se preocupe com qual lente deixa as letras mais nítidas e não maiores ou menores. O importante é a nitidez.




Depois de testar cada olho separadamente para longe, caso o paciente tenha mais de 40 anos o médico te dará uma tabela de leitura de perto e testará a adição de grau necessária para te proporcionar uma boa visão de perto (corrigir a presbiopia).
Com o grau de longe (Miopia, Hipermetropia e/ou Astigmatismo) e perto (Presbiopia) aferidos, seu médico te recomendará o óculos ideal para seu caso.

  • Quando é preciso dilatar a pupila?
Primeiramente, seu oftalmologista pode dilatar sua pupila por 2 motivos.
Um deles é para examinar seu fundo de olho, ou seja, sua retina, vasos e nervo óptico. Não falaremos sobre isso nesse post.
O outro motivo é verificar seu grau sem a interferência da acomodação, que é o ajuste involuntário dos músculos oculares. O exame de refração com a dilataçao da pupila deve ser SEMPRE feito em indivíduos jovens (crianças, adolescentes e adultos jovens), em portadores de estrabismo e em alguns outros casos. No entanto, alguns médicos optam por realizar o exame de grau com dilatação em todos os pacientes, independentemente da idade.
Os colírios usados para dilatar a pupila dificultam a visão de perto e seu efeito dura entre 2 e 6 horas mas em alguns casos podem permanecer por até 24 horas.
Importante: Sempre leve seu óculos antigo e, de preferência, a receita antiga se você tiver. É importante para o seu oftalmologista comparar a receita nova com a anterior.

Usa óculos? Então descubra o tipo de óculos certo para você lendo esse texto:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/como-escolher-seus-oculos.html


Quer saber como interpretar a receita do seu óculos?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/entenda-receita-dos-seus-oculos.html


Saiba sobre as novas lentes de óculos multifocais
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/tudo-sobre-oculos-multifocal-dicas-para.html



terça-feira, 6 de abril de 2010

Sobre graus, óculos e lentes de contato

Miopia, Hipermetropia, Astigmatismo e Presbiopia.

Antes de ler esse texto é interessante você entender como os nosso olhos funcionam para formar as imagens. Para isso leia esse texto http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/04/como-os-olhos-funcionam.html

Antes de tudo, óculos não é doença! Uma pessoa que enxerga perfeitamente mas que para isso precisa de óculos é dita uma pessoa com saúde ocular perfeita. O problema é quando mesmo com óculos a visão não fica 100%.

Antes de falar sobre óculos falaremos sobre os tipos de grau (aqui chamados de vícios de refração) que os óculos corrigem. Sim porque há alguns vícios de refração que os óculos não corrigem (ver vícios de alta ordem posteriormente).

Uma pessoa emétrope é a que não tem grau nenhum, enxerga perfeitamente sem o uso de auxílios ópticos (óculos ou lente de contato). Isso só ocorre em 4% da população mundial.

Algumas pessoas conhecem a nomeclatura "visão 20/20" (ou 6/6). Isso é o modo que os oftalmologistas usam para medir a visão. 20/20 significa 100%, 20/40 significa 50%, 20/200 10% e assim por diante.

Os distúrbios de refração (ametropias) mais comum são: Miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia (popularmente chamada de vista cansada)

 - - - No final desse texto tem um link para você testar se possue algum desses graus. - - -

Miopia talvez seja a mais comum de todas. Por uma alteração no tamanho do olho ou no índice de refração das estruturas oculares a imagem do objeto visto é formada antes da retina. Com isso o paciente míope tem dificuldade para focar objetos a longa distância. Em compensação a visão de perto fica nítida mas, quanto maior o grau de miopia, mais próximo do olho o objeto precisa ficar para estar nítido.
A colocação de óculos com lentes côncavas (dita negativa) ou lentes de contato colocam a imagem em cima da retina e então tudo fica magicamente nítido.




A hipermetropia é justamente o oposto. A imagem é formada atrás da retina e os objetos localizados a curta e média distancia ficam desfocados. O esforço constante de focalização torna cansativa a leitura e pode causar dor de cabeça e cansaço. De novo, o uso de óculos, nesse caso lentes convexas (dita positiva) ou lentes de contato colocam a imagem em cima da retina e a imagem fica nítida.





Como já deve ter dado para perceber é IMPOSSÍVEL uma pessoa ter miopia e hipermetropia no mesmo olho. Embora raro é possível ter miopia num olho e hipermetropia no outro, o que é chamado entre os médicos de antimetropia.

Vale ressaltar que embora o senso popular diga que “miopia é para longe e hipermetropia é para perto” quem tem um alto grau de miopia ou de hipermetropia vai apresentar dificuldade para todas as distâncias, curtas ou longas.

astigmatismo pode estar presente isoladamente ou associado à miopia e a hipermetropia.
Ela ocorre por uma alteração da curvatura da córnea ou do cristalino distorcendo os objetos e formandos vários pontos de foco diferentes na retina. A imagem fica distorcida e é uma causa frequente de dor de cabeça. Um óculos ou uma lente de contato especial (gelatinosa tórica ou rígida) corrigem esse problema.




Já a presbiopia merece um capitulo a parte e falarei mais dela a frente
Em resumo é a dificuldade para leitura que inexoravelmente todos nós seres humanos apresentaremos após os 40 anos. As letras parecem ficar menores, precisamos esticar o braço para ler o jornal, bula de remédio nem pensar... até que chega a hora em que o braço fica curto e o oftalmologista é consultado.

O mecanismo é semelhante ao da hipermetropia. Por uma alteração das estruturas oculares, a imagem do objeto é formada atrás da retina. Um óculos com lentes positivas coloca a imagem no foco certo.

Quem não usava óculos antes fica injuriado porque vai ter que começar a usar e quem já usava vai precisar se adaptar ao multifocal. As mulheres, mais vaidosas, tentam resistir porque é o óculos que denuncia a idade. Tudo bem, aceite, faz parte da vida. A outra opção seria pior.

Decifrando os Mitos: Usar o óculos diminui o meu grau?Não. O óculos e todos os outros métodos somente corrigem a imagem desfocada. Não é um tratamento em si, somente uma maneira de corrigir a imagem que não está nítida.

Clique aqui e leia mais sobre os óculos multifocais,
sobre lente de contato
e sobre cirurgia refrativa

Faça um teste online para saber se você tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/04/teste-sua-visao-miopia-hipermetropia-e.html

Você é Miope? Então saiba tudo sobre a miopia lendo esse texto:
http://blogoftalmo.blogspot.com/2010/05/tudo-sobre-miopia.html

Usa óculos? Então saiba como escolher que tipo de óculos é melhor para você:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/como-escolher-seus-oculos.html