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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Diabetes e o Olho: Retinopatia Diabética


Retinopatia Diabética é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo e com o envelhecimento da população e o aumento do número de diabéticos, se tornará ainda mais um problema de sáude pública. 
A retinopatia diabética logicamente é causada pela diabetes principalmente em pacientes que tem essa doença há muitos anos e que não controlam a sua glicose de forma correta.
Retinopatia Diabética
A Diabetes é a doença em que ocorre excesso de açúcar (glicose) no sangue. Existem dois tipos de diabetes: A diabetes tipo 1, mais rara e que ocorre em pacientes jovens e precisa de insulina e a tipo 2, mais comum, que ocorre mais comumente em pacientes obesos e com histórico na família e que deve ser tratado com hipoglicêmicos ou insulina.
Nesse blog, trataremos somente das complicações que a diabetes causa nos olho e principalmente de uma das principais complicações da diabetes: A Retinopatia Diabética.

O que é Retinopatia Diabética ?
A diabetes não controlada leva a longo prazo, a lesões nas células dos vasos da retina (endotélio vascular). Os vasos sanguíneos ficam enfraquecidos e permitem que ocorram pequenos sangramentos que, a longo prazo, causarão diversas alterações estruturais na retina, ocasionando redução parcial ou total da visão. A essas alterações chamamos retinopatia diabética.

Como evolue a retinopatia diabética?
No começo, surgem os chamados microaneurismas. Depois aparecem pequenas hemorragias, que vão aumentando em tamanho e em números. No final aparecem vasos sanguíneos anômalos, os chamados neovasos de retina. Esses vasos, são mais fragéis e podem causar grandes sangramentos, com importante reduçaõ da visão.

Retinopatia Diabética

Fatores de risco para a retinopatia Diabética:
1- Tempo de doença: Quanto mais tempo de diabetes maior o risco de ter alterações oculares. Depois de 10 anos de diabetes, a incidência é de 50%, depois de 30 anos, é de 90%.
2- Controle da glicose: Manter a glicose controlada, dentro  dos nivéis normais, é fundamental para retardar ou evitar o aparecimento da retinopatia diabética
3- Outros fatores como hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados e tabagismo também aumentam a chance de pacientes diabéticos desenvolverem retinopatia diabética

Quais as formas de retinopatia diabética ?
São basicamente duas: A retinopatia diabética não proliferativa e a proliferativa. A diferença entre elas é a presença de neovasos na retina, o que piora muito o prognóstico da doença.

Retinopatia Diabética Não Proliferativa
Retinopatia Diabética Grave Proliferativa
Como é feito o diagnóstico da retinopatia diabética?
O diagnóstico é feito através do exame de fundo de olho (mapeamento de retina). Quando o oftalmologista percebe alguma alteração, ele solicita um exame chamado angiografia fluoresceínica. Nesse exame, é injetado um contraste na veia e quando esse contraste passa nas veias dos olhos, o médico tira uma série de fotos e identifica as lesões dos vasos da retina.

Prevenção da Retinopatia Diabética
O mais importante é fazer o controle rigoroso da glicose e visitar regularmente o oftalmologista. Todo paciente diabético deve realizar o exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano.

Tratamento da Retinopatia Diabética
Nas fases iniciais, quando já há algum tipo de sangramento, o tratamento indicado é com laser (fotocoagulação a laser). Esse tipo de laser, "sela" os vasos sanguíneos, impedindo que ocorra mais sangramentos.

Marcas do Laser
Quando a doença já atingiu a mácula, que é a região central da retina, causando uma alteração chamada edema macular e que abaixa bastante a visão, podemos fazer injeção de medicamentos dentro do olho. As injeções de Avastin e de Lucentis dentro do olho (intravítreas) podem melhorar bastante a visão dos pacientes com edema macular diabético.
Nas fases mais avançadas em que já ocorreu muita proliferação vascular, até com sangramentos extensos (hemovítreo)  ou descolamento de retina associado o tratamento é cirurgico. A vitrectomia é a cirurgia de retina que pode melhorar ou ao menos impedir a piora da visão nos casos mais avançados de retinopatia diabética.

Retinopatia Diabética com hemorragia vítrea
Vitrectomia

A retinopatia diabética é a única alteração que a diabetes causa no olho?
Não. A retinopatia diabética é a principal alteração que a diabetes causa nos olhos mas o paciente diabético também tem maior risco de desenvolver catarata.
Além disso, quando a glicose aumenta muito e de forma rápida pode ter mudanças bruscas e transitórias no grau do óculos. Por isso, não é bom fazer o exame de grau quando a glicose está acima de 140.

Quer saber mais sobre Degeneração Macular relacionada a idade (DMRI)?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/degeneracao-macular-dmri.html

Quer saber mais sobre Diabetes, seus tipos e seu tratamento?
Então leia o blog MDSAUDE.COM
http://www.mdsaude.com/2008/10/diabetes.html

Ou então leia o texto do Wikipedia sobre a Diabetes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Degeneraçao Macular DMRI

A Degeneração Macular Relacionada à Idade ou DMRI é uma degeneração da retina, mais especificamente da mácula que é a região central e mais importante da retina. Embora desconhecida de muitos, a degeneração macular relacionada a idade ou DMRI é a principal causa de cegueira em pessoas maiores de 65 anos e só nos EUA acomete mais de 14 milhões de pessoas. É importante ressaltar que ela só acomete pessoas idosas. Existem outras formas de degeneração de retina que acomete pessoas jovens mas a DMRI só acomete indivíduos acima de 60 anos.

Na DMRI ocorre acúmulo de substâncias nas células da mácula que levam a uma desestruturação dessa região com conseqüente perda da visão. Na DMRI a visão central é comprometida mais a região periférica geralmente é poupada.


Fatores de risco para degeneração macular relacionada à idade ou DMRI:

- Idade: Como explicado acima é o principal fator de risco para essa doença
- Pessoas de pele clara e olhos claros
- Tabagismo: É um dos principais fatores de risco para DMRI
- Dieta pobre em vitaminas e rica em gorduras
- Obesidade: pode aumentar o risco em até 2 vezes de ter DMRI
- Doença cardiovascular
- Exposição exagerada à luz do sol: Por isso é importante usar óculos escuros
- Casos semelhantes na família: Quem tem pais e irmãos com DMRI estão sobre maior risco

Existem duas formas da DMRI: Uma chamada forma seca ou DMRI seca, que é a mais comum (90% dos casos) e a que menos afeta a visão. E outra chamada forma úmida ou DMRI exsudativa que atrapalha muito a visão mais que felizmente é a forma menos comum (10%).
DMRI Seca: É caracterizada pelo acúmulo de drusas na área macular, causando a perda progressiva de células da retina. Drusas são pequenos pontos amarelos que representam acúmulo de substâncias degenerativas. A perda de visão nessa forma da doença geralmente é discreta.

   Retina normal                                                  Retina com drusas
DMRI Úmida: Nessa forma de doença as drusas ocupam uma área grande e apresentam bordas mal delimitadas. Pequenos vasos sangüíneos anormais crescem sob a retina e a sua proliferação leva a formação da chamada membrana neovascular subretiniana. Essa membrana é aresponsável pela grande perda de visão nessa forma da doença.

Edema Macular ou Edema da Mácula
As alterações da DMRI levam ao edema da mácula que é um inchaço ou acúmulo de líquido nessa região da retina. O edema da macula é responsável pela diminuição da visão na DMRI e sempre que os exames de fundo de olho ou angiografia detectarem o edema macular, deve-se usar medicamentos (colírios ou injeções) para combater esse edema.
Leia mais sobre o tratamento do edema macular na DMRI clicando aqui

Diagnóstico da degeneração macular relacionada à idade ou DMRI:

O diagnóstico é feito através de alguns exames:
Fundo de olho ou mapeamento de retina: É o exame inicial e que deve ser feito em todas as pessoas com mais de 50 ou 60 anos pelo menos 1 vez por ano. Com o auxílio de uma lente o médico visualiza diretamente a retina e a mácula em busca de alterações.
Angiografia Fluoresceínica: Nesse exame, é injetado um contraste na veia do braço e fotos são feitas dos vasos da retina. É um exame muito importante para avaliar o estágio da doença e programar o tratamento.

Tomografia de Coerência Óptica (OCT): é um exame moderno e muito sofisticado que faz uma imagem muito detalhada da mácula possibilitando um diagnóstico muito preciso.


Uma forma de fazer um autoexame e fazer o diagnóstico precoce da DMRI é usar a Tela de Amsler:
Para realizar a auto-avaliação através da Tela de Amsler siga os passos abaixo:

1°) Colocar os óculos para perto, caso use.
2°) Fechar o olho esquerdo com a palma da mão.
3º) Olhar na tela com o olho direito; fixar o olhar no ponto central. Verificar se as grades estão tortas, se tem mancha ou se falta uma parte da tela.
4°) Repetir o teste tampando o olho direito e mantendo o esquerdo aberto.


CASO VOCÊ VEJA ALGO SEMELHANTE AS IMAGENS ABAIXO, CONSULTE SEU OFTALMOLOGISTA.


Para saber como prevenir e como tratar a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) leia esse texto:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/dmri-prevencao-e-tratamento.html