terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lentes de Contato Multifocais

Lentes de contato que corrigem também a visão de perto? Ficar sem óculos para longe e para perto ao mesmo tempo?
Sim, é possível! Saiba tudo sobre Lentes de contato multifocais agora, lendo esse texto abaixo

Se você já passou dos 40 anos e tem dificuldade para ler letras pequenas, você provavelmente sofre de presbiopia. Antigamente a única opção para corrigir a presbiopia era o uso de óculos de leitura ou de óculos multifocal. Hoje, já é possível corrigir esse problema com o uso de lentes de contato.

Como explicado em postagem anterior (clique aqui), quem usa lentes de contato e tem vista cansada tem 3 opções de correção:
- Usar um óculos para perto em cima da lente de contato de longe
- Usar lentes de contato monovisão (um olho para longe e outro para perto)
- Usar lentes de contato multifocais ou bifocais

Lentes de Contato Multifocais

As Lentes de Contato para corrigir a visão de perto (presbiopia) podem ser bifocais ou multifocais. A diferença entre elas é a mesma do óculos bifocal com o óculos multifocal. A bifocal só tem duas gradações diferentes de grau e a multifocal tem várias gradações diferentes. Nesse texto vou usar lentes de contato multifocais para me referir as lentes tanto bifocais quanto multifocais.
As Lentes de Contato multifocais ou bifocais podem ser gelatinosas ou rígidas gás permeáveis. Podem ser também de descarte diário, mensal ou de uso prolongado, de acordo com a preferência de cada pessoa.
Existem também as lentes de contato multifocais tóricas, para as pessoas que além da presbiopia também apresentam uma grau alto de astigmatismo.

As lentes de contato multifocais podem ser de 3 tipos:


Lente de Contato Bifocal de translação (ou alternantes)

Essa lente funciona basicamente como um óculos bifocal convencional. A parte de cima da lente de contato tem o grau de longe e a parte de baixo tem o grau de perto. Então conforme seu olho vira para baixo, ele olha através do grau de perto.
O problemas é que a lente de contato costuma mexer junto com o olho... então se eu olhar para baixo a lente vai se mexes junto e eu vou continuar olhando pela parte de longe! Sim, isso é verdade e seria um problema... mas os fabricantes inventaram mecanismos próprios para fazer com que nessas situações a lente não se mexa e você consiga olhar através do grau de perto.
A maioria dessas lentes de contato bifocais são rígidas gás permeáveis.


Lentes de Contato multifocais Concêntricas (anéis)

Nessas lentes existem 2 tipos de graus (longe e perto) que vão se alternando. Existem anéis de graus diferentes que se intercalam. Ou seja, 1 dos anéis tem o grau de perto, o anel seguinte tem o grau de longe, o outro anel tem novamente o grau de perto e assim sucessivamente.


O anel central é o mais importante e pode ter o grau de perto ou o de longe. Alguns médicos optam por colocar em um dos olhos a lente com o anel central com o grau de perto e no outro olho o anel central com o grau de longe. Essas lentes podem ser tanto rígidas quanto gelatinosas


Lentes de contato multifocais asféricas

Nessa lente os graus de perto e de longe se misturam na superfície da lente e o cérebro se acostuma a separar os graus e manter a visão nítida para todas as distâncias. Essa é a única lente de contato que pode ser chamada realmente de multifocal. Mas ao contrário do óculos multifocal, não é necessário que o paciente mexa o olho para achar o grau de perto. Isso já ocorre de forma automática.
Esse tipo de lente multifocal (asférica) geralmente é do tipo gelatinosa e nos últimos anos tem ganhado a preferência dos usuários.
Lente de Contato Multifocal asférica

Será que eu vou me adaptar as lentes de contato multifocais?

Sim, provavelmente você ficará satisfeito com essas lentes. No entanto, precisa ficar claro, que é preciso um período de adaptação. Hoje, temos vários tipos de lentes de contato multifocais e se uma lente não funcionou para você podemos tentar outro modelo. As vezes, é necessário testar mais de um modelo.

Critérios para escolher qual lente de contato multifocal usar:

O grau de adição para perto é o primeiro fator que deve ser considerado. Graus baixos de adição de perto são mais facilmente adaptáveis com as lentes de contato multifocais. Quando o grau é mais alto, deve-se tentar a lente bifocal de translação e evitar a multifocal asférica. Ou seja, pessoas mais idosas que tem uma adição para perto grande (acima de 65 ou 70 anos geralmente) não costumam ser bons candidatos a esse tipo de lente
O tamanho da pupila também será levado em consideração pelo seu oftalmologista na hora de escolher o tipo de lente de contato multifocal que vai utilizar. Pessoas que tem a pupila grande talvez não se adaptem bem a lente asférica por exemplo e prefiram usar a lente bifocal de transição.

Uma outra opção é fazer a chamada monovisão modificada. Nesse tipo de adaptação coloca-se uma lente de contato simples para longe no olho dominante e uma lente de contato multifocal no outro olho.

É importante ressaltar que essas lentes de contato multifocais não vão proporcionar uma visão tão nítida e confortável quanto um óculos multifocal ou um óculos só de longe ou só de perto. No entanto, elas darão uma visão nítida o suficiente para a maioria das atividades do dia-a-dia. É o fim da dependência do óculos.

Para ler mais sobre Lentes de Contato, leia o texto abaixo:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/lentes-de-contato-tipos-modos-de-usar-e.html

Para saber mais sobre Óculos Multifocal, leia o artigo abaixo:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/tudo-sobre-oculos-multifocal-dicas-para.html

domingo, 19 de setembro de 2010

Conjuntivite Alérgica e Coceira nos olhos




Coceira nos olhos é um sinal de alergia ocular. A alergia ocular é uma forma de alergia bastante comum. Quase 2 em cada 3 pacientes com alergia (rinite, sinusite por exemplo) vão apresentar sintomas oculares de alergia, como coceira, vermelhidão, lacrimejamento, inchaço e irritação nos olhos.

O que causa a alergia ocular?

Teoricamente qualquer coisa pode causar alergia. Pólen e ácaro são os agentes mais implicados. O agente que causa alergia é chamado de alérgeno. A maioria desses alérgenos está no ar, como pólen, ácaro, poeira, mofo, pêlo de animal, produtos de limpeza entre outros.
Outras causas de alergia como alguns alimentos não costumam causar sintomas nos olhos. Reações adversas a colírios podem causar sintomas de alergia ocular.


Por quê eu tenho alergia?

A alergia é uma resposta exagerada do organismo ao contato com alguma substância estranha. Por exemplo, o contato com o pólen das flores não causa nenhum problema na maioria das pessoas mas em pessoas sensíveis ela causará alergia, com sintomas de rinite, sinusite, asma e às vezes conjuntivite.

Como saber a causa da alergia?

Para identificar o que causa a alergia é importante a visita a um médico alergista e a realização de testes específicos. Existem testes que podem ser realizados na pele e testes realizados no sangue para tentar identificar a causa da alergia

Quais os sintomas da alergia ocular?

olho vermelho, coceira nos olhos
A alergia ocular apresenta sintomas que parecem uma conjuntivite. Por isso mesmo, nós médicos chamamos o quadro de conjuntivite alérgica.
O principal sintoma da alergia ocular é a coceira (prurido) ocular. Praticamente podemos dizer que não existe alergia se não houver coceira.
Outros sintomas:
Lacrimejamento excessivo, vermelhidão, irritação, sensação de areia, inchaço das pálpebras, ardência e queimação nos olhos, entre outros.
Como você notar, são sintomas comuns a uma conjuntivite infecciosa comum.
A alergia ocular sempre ocorre nos dois olhos, embora um olho pode ser muito mais acometido do que o outro. A doença geralmente é leve mas costuma ser recorrente, ou seja, vai e volta com freqüência.
Em formas graves da alergia ocular, os sintomas são muito intensos e atrapalham muito a vida do paciente. Pode inclusive causar lesões na córnea com comprometimento permanente da visão.

Quais as principais diferenças da conjuntivite alérgica para a conjuntivite infecciosa

- A coceira é mais comum e mais intensa na forma alérgica
- A secreção (tipo remela, branca ou amarelada) é mais comum e intensa na forma infecciosa mas também pode ocorrer na alergica
- A forma alérgica NÃO é contagiosa, ou seja, não passa de pessoa para pessoa. A forma infecciosa, ao contrário, transmite facilmente entre as pessoas.
- A forma infecciosa geralmente dura 1 a 2 semanas. Já a forma alérgica, se não for tratada, pode durar muitas semanas

A conjuntivite alérgica causa uma reação inflamatória no olho (com formação de papilas) diferente da conjuntivite infecciosa em que há formação de folículos. O paciente não tem como saber qual tipo de reação ele apresenta (papilas ou folículos) mas o médico oftalmologista pode visualizar essas reações e fazer a diferença entre os dois tipos de conjuntivite.

Como diminuir as crises de alergia? Dicas para evitar a alergia nos olhos:

Pessoas alérgicas devem tomar algumas medidas para evitar a ocorrência de crises alérgicas
• Mantenha o ambiente livre de poeira e de preferência arejado e ensolarado.
• Utilize produtos anti-mofo
• Lave as roupas guardadas por muito tempo, antes de usar, porque elas acumulam poeira e mofo.
• Evite objetos que juntam pó - cortina, tapetes, bichos de pelúcia. Troque tecidos de pano por tecidos plásticos. Encape travesseiros e colchões
• Limpe com frequência o filtro do ar condicionado.
• Evite flores ou animais domésticos (principalmente gatos e cachorros) dentro de casa.
• Evite lugares úmidos e com muita poeira
• Evite manusear produtos antigos ou guardados há muito tempo (livros por exemplo)
• Evite contato com fumaça de cigarro

Tratamento da Alergia Ocular

O mais importante é evitar a alergia. Para isso as medidas listadas acima são fundamentais para diminuir o número de crises.
Uma vez que a alergia já se instalou, EVITE COÇAR OS OLHOS.
Cada vez que você coça os olhos, libera mais mediadores químicos da alergia, causando mais coceira ainda e fazendo um círculo vicioso. Além disso, coçar muito o olho pode causar outros problemas como lesões na córnea a até uma doença chamada ceratocone (leia mais nesse post sobre ceratocone).

- Compressas geladas aliviam a coceira e impedem que você coce o olho aumentando ainda mais a irritação
- Uso de soro fisiológico ou colírios lubrificantes, lavam o olho, tirando os componentes que estão causando a alergia (pólen, poeira etc) do olho.
- Colírios antialérgicos: São colírios altamente eficazes, que só precisam ser usados 1 ou 2 vezes ao dia e praticamente não tem efeitos colaterais
- Colírios de corticóides: Os corticóides são antiinflamatórios altamente eficazes e potentes mas só devem ser usados em casos onde há lesões na córnea. Os corticóides tem muitos efeitos colaterais e só devem ser usados sob orientação médica.


Úlcera em escudo e outras complicações da alergia ocular

Ulcera em escudo por alergia ocular
Em casos mais graves, onde a inflamação persiste por longo tempo, pode ocorrer lesões na córnea. Essas lesões podem comprometer, as vezes de forma irreversível, a visão da pessoa. Uma dessas lesões é a chamada úlcera em escudo, que requer um tratamento imediato e intenso, as vezes, por um longo período.
Como já tido acima, a coceira persiste por longos períodos (meses a anos) pode levar ao desenvolvimento de uma doença chamada ceratocone.

Alergia ocular e Lentes de Contato

Mesmo quem usa lentes de contato há muito tempo pode apresentar alergia ao produto da lente ou ao produto de limpeza das lentes. Isso se manifesta como coceira, irritação e vermelhidão, principalmente quando tira a lente do olho.
Além disso, quem tem alergia, libera alguns resíduos na lágrima que se aderem na lente e causam irritação
Além do tratamento normal da alergia, é necessário interromper o uso da lente de contato por algum período.
Um tipo de alergia as lentes de contato é a chamada conjuntivite papilar gigante. As papilas típicas da conjuntivite alérgica ficam muito grandes causando intenso incomodo ocular.
Você sabe a maneira certa de pingar os colírios? Leia esse texto e evite desperdícios e obtenha um efeito melhor
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/10/como-pingar-colirios-de-forma-correta.html

Quer saber mais sobre alergia, rinite alérgica, tratamentos da rinite etc ? Então leia o blog MDSaúde
http://www.mdsaude.com/2011/06/rinite-alergica-tratamento.html#more

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Descolamento de Retina: Causas, Sintomas e Tratamento

O Descolamento de Retina é uma doença grave com comprometimento importante da visão e de tratamento essencialmente cirúrgico. A Retina é um tecido bem fino e delicado que fica localizado na parte mais interna do olho. Ela é responsável pela captação da luz e transmissão da imagem até o nervo óptico. Quando a retina se solta ou se desprende das outras estruturas do olho ocorre o que chamamos de Descolamento da Retina.

Descolamento de retina
Descolamento da Retina na parte superior do olho


Causas do Descolamento de Retina

O Descolamento de Retina pode acontecer sem nenhum fator desencadeante mas normalmente é possível identificar algum fator de risco que tenha levado a essa doença:


  • Trauma Ocular: Os traumatismo de olho ou de rosto (ex: soco, queda, acidente de carro) podem causar um Descolamento de Retina. Todo paciente que tenha sofrido algum tipo de trauma na região do rosto ou da cabeça precisa fazer um exame de fundo de olho para investigar algum risco de ter um descolamento de retina


  • Alta Miopia: Os pacientes com graus médios ou altos de miopia (maior do que 3 ou 4 graus) são pacientes com maior risco de descolamento de retina e por isso devem realizar exames de fundo de olho (mapeamento de retina) pelo menos 1 vez ao ano


  • Diabetes: As alterações oculare decorrentes da diabetes podem levar a um tipo de descolamento de retina, chamado Descolamento de Retina Tracional. Para saber mais sobre a diabetes ocular clique aqui


  • Tumores Oculares: Os tumores oculares são bastante raros mas quando ocorrem podem causar descolamento de retina
Sintomas do Descolamento de Retina

Quando o descolamento de retina começa a aparecer o paciente pode notar pequenos pontos pretos flutuantes na visão chamados de "moscas volantes". Junto também pode ocorrer "flashes de luz", como se fossem relâmpagos, chamados fotopsia. A presença desses dois sintomas (moscas volantes + fotopsia), principalmente quando surgem de forma subita, é um sinal de alerta e o oftalmologista deve ser procurado o mais rápido possível.
Quando o descolamento de retina já ocorreu, a pessoa nota diminuição do campo de visão (uma mancha escura grande tampando toda a visão ou só uma parte dela).  Essa mancha escura pode ser no centro da visão ou na periferia da visão.
O descolamento de retina não causa dor e nem vermelhidão nos olhos.

Como ocorre o Descolamento da Retina?

Nos pacientes de risco (vide texto acima) ou mesmo em paciente sem qualquer fator de risco, a retina sofre um rasgo ou uma pequena rotura. Através dessa rotura, o vítreo (que é um líquido que preenche o nosso olho) passa para a parte de trás da retina, descolando-a. Esse é o tipo de descolamento da retina chamado regmatogênico. Em outros casos, como no diabetes, o mecanismo é diferente. O vítreo fica fibrosado e traciona a retina, descolando-a. Esse tipo chamamos de descolamento da retina tracional
Mecanismo do descolamento de retina regmatogênico
Tratamento do Descolamento de Retina

São 2 opções básicas para o tratamento do descolamento da retina : Laser ou cirurgia.

Laser para Descolamento de Retina
Quando o descolamento de retina ainda não ocorreu mas há lesões na retina que poderão causar o descolamento (como pequenos rasgos, degenerações ou roturas na retina) o laser é o tratamento ideal. O laser "cerca" a rotura ou, em outras palavras, impede que o líquido passe através dessa pequena rotura e descole a retina (veja a figura acima).

Vitrectomia e Descolamento de Retina
Mas quando a retina já se descolou o tratamento é cirúrgico. Existem dois tipos de cirurgia de retina:
A retinopexia com introflexão escleral, que é uma técnica mais simples e mais antiga, indicada para casos mais leves e mais iniciais do descolamento de retina.
A vitrectomia via pars plana é a principal cirurgia de retina. É uma cirurgia grande, trabalhosa, mas quando executada por um bom cirurgião e em determinadas doenças tem um resultado excelente. Durante a vitrectomia, o cirurgião pode optar por injetar um gás (C3F8) ou uma camada de óleo de silicone dentro do olho para manter a retina colada e evitar que ela se solte no pós operatório. O gás é absorvido com o tempo mas o óleo exige uma segunda cirurgia para retira-lo depois.


O mais importante é fazer a cirurgia o mais rápido possível. Quanto mais tempo a retina ficar descolada, menor será a chance da visão voltar ao normal.

O que é descolamento de retina em funil aberto e em funil fechado?

Isso é uma característica da retina após o descolamento. Dependendo da forma da retina descolada nós chamaremos de  funil aberto ou funil fechado. O descolamento de retina em funil fechado tem um prognóstico muito reservado

Eu vejo pontos pretos flutuando na frente dos meus olhos (moscas volantes). Eu tenho descolamento de retina?

Não necessariamente. Esses pontos pretos (que algumas pessoas dizem parecer uma teia de aranha ou um inseto pequeno) são sinais de descolamento do vítreo que é muito mais comum que o de retina. Nesses casos pode haver ou não um descolamento de retina associado e por isso é importante um exame de mapeamento de retina e um ultrassom ocular. O descolamento do vítreo não causa qualquer problema na visão.

Eu vou fazer cirurgia de catarata ou cirurgia de miopia. Tenho que me preocupar com descolamento de retina?

Sim. Todo paciente que vai fazer uma cirurgia de catarata ou cirurgia refrativa para miopia deve se precaver com exames de retina (mapeamento de retina e ultrassonografia) para identificar possíveis alterações que levem a um descolamento de retina. Se for identificado alguma lesão (rotura ou buraco na retina) que leve ao descolamento de retina, as lesões deverão ser tratadas com laser antes da cirurgia de catarata ou de miopia.

Para saber mais sobre as moscas volantes e o descolamento do vítreo, leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/moscas-volantes-e-descolamento-do.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Complicações da Cirurgia de Catarata

A Cirurgia de Catarata é uma das cirurgias mais realizada em todo o mundo. Diversos estudos internacionais envolvendo grande número de países e de paciente mostraram uma taxa de sucesso da cirurgia superior a 95%.
Embora seja uma cirurgia muito segura, com resultados muito satisfatórios, a operação de catarata está sujeita a complicações como qualquer outra cirurgia:
As principais e mais comuns complicações da cirurgia de catarata que podemos listar são:

- Olho roxo: É relativamente comum o paciente apresentar um pequena mancha vermelha ou roxa (equimose) na pálpebra inferior logo após a cirurgia de catarata. Isso ocorre devido a injeção da anestesia que é feita antes da cirurgia. Embora seja feio e assuste o paciente, isso em anda atrapalha a cirurgia. Com alguns dias, essa "mancha" some.


- A pressão ocular pode aumentar depois da cirurgia de catarata. Isso é em geral transitório e facilmente controlado com colírios.

- Edema de córnea: Se a córnea do paciente já for uma córnea doente e/ou a cirurgia for muito traumática (como ocorre quando a catarata é muito grande) a córnea fica "inchada". Esse inchaçõ da córnea deixa a visão turva, como se estivesse olhando através de um vidro molhado ou um vidro fosco. Isso pode resolver em alguns dias mas em casos extremos pode-se precisar colocar uma córnea nova através de um transplante de córnea.

Edema de córnea
- Moscas Volantes: Moscas volantes são pequenos pontos pretos que ficam "flutuando" em frente da visão, parecendo insetos ou teias de aranha e que, geralmente, não representam risco nenhum à visão. Para ler mais sobre o assunto, leia o texto a seguir: http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/moscas-volantes-e-descolamento-do.html


- Descolamento de Retina: É uma complicação grave mas felizmente muito rara. Ocorre mais em pacientes com alto grau de miopia e em cirurgias complicadas. Um bom exame de fundo de olho antes da cirurgia pode identificar algumas lesões de retina que são de risco para descolamento de retina. Leia mais sobre descolamento de retina, clicando aqui

- Opacidade de cápsula posterior: Essa é uma complicação mais simples. A visão fica turva, mas com um tipo de tratamento a laser (capsulotomia com Yag-laser) limpa-se essa cápsula e a visão fica clara novamente.

- Endoftalmite: É a complicação mais temida de qualquer cirurgia ocular. É uma infecção grave e rápida que envolve todas as estruturas do olho. O uso de antibióticos na forma de colírios e injeções é fundamental. Em alguns casos é necessário operar o paciente novamente. Uma cirurgia chamada vitrectomia.

infecção apos cirurgia de catarata

 
Para entender o que é Catarata e como tratá-la leia:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/catarata-diagnostico-e-cirurgia.html
 
Saiba mais sobre a cirurgia de catarata:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/08/cirurgia-de-catarata.html
 
Saiba mais sobre os tipo de lentes intraoculares usadas na operação de catarata:

http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/catarata-lente-intraocular-multfiocal.html

Cirurgia de Catarata

O que é?

A Cirurgia de Catarata é o tratamento para a principal causa de cegueira reversível do mundo. A catarata é a opacificação do cristalino, uma lente natural do nosso olho. Com a opacificação desse criatalino a visão fica turva. A esse processo chamamos catarata, cujo único tratamento é cirurgia.

Visão de uma pessoa normalVisão de uma pessoa com catarata

Quando devo operar a Catarata?


Essa é uma decisão muito subjetiva. Em princípio, a pessoa deve fazer a operação de catarata quando ela estiver prejudicando sua visão. No entanto, como a catarata evolue de forma lenta, a pessoa não percebe que a visão está tão turva e só quando vai ao médico é que ele comprova a baixa da visão.
Em algumas situações específicas a catarata pode aumentar a pressão ocular (glaucoma) e isso é uma indicação de operar a catarata.
Deve-se levar em consideração também o fato de que quando mais demorar para fazer a cirurgia, maior e mais "dura" será a catarata e assim a cirurgia será mais difícil e com maior risco de complicações.

A catarata precisa "amadurecer" para operar?


Não. A catarata não precisa ficar "madura" para ser operada. Isso era coisa de muitos anos atrás, quando a cirurgia de catarata não tinha um bom resultado. Hoje, com a moderna técnica de facoemulsificação da cirurgia de catarata os resultados são excelentes.
Pelo contrário, quando mais adiarmos a cirurgia, maior será a catarata, maior será a dificuldade da cirurgia e mais risco de complicações o paciente estará correndo.

Tenho catarata e vou operar. O que preciso fazer?


Tudo que você precisa fazer para operar catarata é procurar um bo médico oftalmologista. Ele estará apto a pedir os exames necessários e fazer a cirurgia. Caso ele não esteja apto tecnicamente a operá-lo, te encaminhará a algum médico cirurgião de referência.
No Brasil, temos os equipamentos mais modernos do mundo para fazer essa cirurgia. Muitos dos cirurgiões brasileiros são referências internacionais nesse tipo de procedimento. Não devemos nada a nenhum país do mundo. Caso você não tenha convênio e se trate no SUS, saiba que também é possível realizar a cirurgia mais moderna da catarata pelo serviço público de saúde.

Pré operatório da Cirurgia de Catarata


Embora seja uma cirurgia que não exige internação e feita sob anestesia local (não precisa de anestesia geral) é prudente realizar um risco cirúrgico. Exames de sangue, eletrocardiograma, radiografia de tórax e uma avaliação cardiológica são suficientes para a maioria das pessoas candidatas a cirurgia.

Quais medicamentos eu preciso parar de tomar antes da cirurgia de catarata?


Essa resposta só poderá ser dada pelo seu médico cardiologista (ou quem fizer o risco cirúrgico) e pelo oftalmologista que irá operar. Em geral, medicamentos como aspirina (AAS, melhoral, doril entre outros), ginko biloba e outros medicamentos usados para "afinar o sangue" (plavix, clopidogrel, ticlid) devem ser suspenso entre 7 a 10 dias antes da cirurgia. ATENÇÃO: Não suspenda esses medicamentos sem a orientação do seu médico!
Comunique ao seu médico oftalmologista toda e qualquer medicação que você estiver tomando, mesmo que pareça não ter relação com os olhos.

Exames para a operação de catarata


Seu oftalmologista pedirá a realização de diversos exames antes de realizar a cirurgia de catarata.

  • Tonometria: é o exame para avaliar a pressão ocular.
  • Fundoscopia ou fundo de olho: Esse exame verifica se há alguma doença de retina que possa estar contribuindo para a baixa da visão. Ou seja, se há alguma outra doença além da catarata que atrapalha a sua visão
  • Ecografia: Um exame de ultrassom ocular pode ser necessário em muitos casos
  • Ecometria: Esse exame calcula o grau da lente intraocular (LIO) que será implantada no olho após a remoção da catarata. Esse exame é muito importante, pois se o grau da lente for calculado errado, depois da cirurgia a pessoa precisará usar um óculos de grau elevado. Hoje em dia, um exame chamado ecometria IOL-Master fornece uma medida muito precisa
  • Topografia de córnea: Fornece dados que auxiliarão o exame de ecometria a calcular o grau da lente
  • Microscopia Especular: Avalia a quantidade de células da córnea. Ou seja, verifica se sua córnea está  saudável e se a cirurgia de catarata poderá causar uma lesão na córnea
  • Acuidade Visual Potencial (PAM): Fornece uma estimativa de quanto a visão da pessoa irá melhorar após a cirurgia

Pode ser que seu médico não peça todos esses exames ou peça algum outro que eu não listei, mas em geral, esses são os exames feitos na maioria dos casos de cirurgia de catarata.

A cirurgia é feita nos 2 olhos ao mesmo tempo? Qual o intervalo entre uma cirurgia e outra?


Geralmente não operamos os dois olhos no mesmo dia. Por uma questão de segurança, operamos os 2 olhos em dias separados. O intervalo entre as cirurgias vai depender da recuperação da primeira cirurgia e da vontade do paciente em resolver logo os dois olhos. Pode variar de 1 semana até 6 meses, dependendo também do grau da catarata.

Anestesia para cirurgia de catarata


No dia da cirurgia, você receberá um medicamento para te deixar mais calmo, mais relaxado. A anestesia poderá ser feita com uma injeção perto do olho (anestesia local ou periocular). Essa injeção não dói. Alguns médicos optam por fazer a anestesia só com colírios (anestesia tópica). Cada uma tem as suas vantagens e desvantagens e seu médico optará pela que for mais conveniente no seu caso.

O que fazer no dia da cirurgia?


Você será orientado a ficar algumas horas de jejum antes da cirurgia. Não use maquiagem e nem brincos ou colares. Tome banho e lave os cabelos. No dia da cirurgia, você usará todos os medicamentos (comprimidos ou colírios) normalmente, exceto os remédios que o seu médico tiver te orientado a suspender (ver tópico acima). Caso esteje com febre, tosse, alergia ou algum outro problema de saúde avise a equipe médica e de enfermagem antes de começar a cirurgia. Se for alérgica a iodo, avise assim que chegar no centro cirúrgico

Como é a cirurgia de catarata?


Será inicialmete feita uma assepsia (higiene) da pele ao redor dos seus olhos. Será colocado um pano sobre o seu rosto em que apenas o seu olho ficará exposto. O cirurgião então comecará a cirurgia fazendo uma abertura de 2 a 3 mm na sua córnea. Através desse pequena abertura ele colocará os instrumentos para fazer a cirurgia. Após abrir a cápsula que envolve o cristalino, ele colocará uma espécie de "caneta" que "quebra a catarata" em pequenos pedaços e depois retira do olho. Essa caneta usa um sistem de ondas tipo um ultrassom para "triturar" a catarata (facoemulsificação).


Primeiro procedimento da cirurgia da catarata

Após ter removido todos os pedaços da catarata, o cirurgião vai implantar a lente. A lente intraocular entra pela mesma abertura da córnea feita no começo da cirurgia. Por seu uma abertura pequena, a lente entra dobrada e se desdobra dentro do olho (veja as ilustrações abaixo). Pronto a cirurgia terminou! Só falta o médico avaliar se irá precisar dar um ponto para fechar a abertura da córnea ou se vai deixar ela fechar sozinha. Após algum tempo na sala de repouso pós operatório você está apto a voltar para casa.

Cirurgia da catarataCatarata

Cirurgia ocularCirurgia nos olhos

Catarata

O paciente vai para casa com um curativo no olho que será retirado algumas horas depois ou só no dia seguinte. Alguns médicos não fazem curativo. 

Como é o pós operatório da cirurgia de catarata?


No pós operatório, o paciente vai precisar seguir a receita dada pelo médico e usar alguns colírios por um período aproximado de um mês. Em geral, o cirurgião irá reavalia-lo 2 ou 3 vezes nesse período.
O paciente NÃO deve fazer no pós operatório:
- Realizar esforço físico exagerado e levantar peso
- Esfregar ou coçar os olhos
- Dormir sobre o olho operado nos primeiros dias
- Usar colírios abertos há muito tempo ou fora da validade
- Entrar no mar ou na piscina (e na sauna) nos primeiros dias
- Faltar as consultas de revisão e esquecer de pingar os colírios recomendados

O paciente PODE fazer no pós operatório
- Lavar o rosto, lavar a cabeça e tomar banho
- Comer o que quiser. Não há dieta específica para esse tipo de cirurgia
- Ler livros, assistir TV
- Escrever
- Usar os óculos antigos temporariamente, enquanto não recebe a receita nova

Vou pingar colírios depois da cirurgia de catarata?Sim, seu médico te passará alguns colírios para evitar infecções e inflamações no pós operatório. Em geral, você usará colírios por aproximadamente 30 dia depois da cirurgia. Para saber o modo correto de pingar os colírios e obter o efeito desejado dos medicamentos, leia esse texto

Veja: Como pingar colírios de forma correta

Óculos depois da cirurgia de catarata


Os graus de óculos mudam depois da cirurgia de catarata. Por isso, seus óculos antigos não servirão mais.
Os óculos novos só poderão ser passados após a recuperação total da cirurgia o que ocorre em média após 1 mês de operado. Nesse período, você pode usar o óculos antigo como um "quebra-galho", apenas para facilitar ver alguma coisa de perto. Isso não atrapalha a cirurgia.

Mas nem todos os pacientes precisarão usar óculos depois da cirurgia. A lente intraocular que é implantada na cirurgia já vem calculada com o grau da pessoa. Esse cálculo foi feito pelo exame de ecometria (ver tópico acima).
Como regra, coloca-se a lente calculada para eliminar o uso do óculos de longe. Para perto, será necessário o uso de um óculos de leitura. A não ser que a pessoa tenha colocado uma lente intraocular multifocal (veja esse tópico sobre esse novo tipo de lente).
As pessoas que tem astigmastismo, deverão colocar um tipo de lente especial chamada lente intraocular tórica.

Obs: Esqueça se antes da cirurgia você enxergava bem de perto sem óculos, se usava óculos só para longe, se usava óculos o tempo todo... isso tudo muda depois da cirurgia! O que passa a valer a partir da cirurgia é o que foi explicado acima.

O CID 10 (código internacional de doenças) da Catarata é H25.1
Se você vai operar catarata, leia esse texto: Complicações da Cirurgia de Catarata



Quer saber mais sobre catarata? Porque ela aparece e quais os sintomas? Então leia: Catarata: Diagnóstico e Cirurgia



Quer saber sobre como escolher a lente intraocular? Leia o artigo: Catarata: Lente intraocular multifocal



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Botox - Uso na Oftalmologia

O BOTOX (toxina botulínica A) é um medicamento usado de forma injetável (injeção) para tratamentos estéticos, corrigindo rugas de expressão, melhorando a expressão facial, corrigindo a queda da pálpebras etc...



No entanto, o Botox também é usado na oftalmologia para correção de diversas doenças, como blefarosespasmo essencial, espasmo hemifacial, distonias e para corrigir alguns casos de estrabismo.
Botox na verdade é o nome comercial mais conhecido da toxina botulínica mas existem outras formas disponíveis como o  Dysport, da Suécia e o Prosigne, da China.

Como o Botox age?

O Botox é uma neurotoxina produzida por um grupo de bactérias (Clostridium botulinum) e que afeta ou paralisa a função dos músculos aonde eles são injetados. A sua ação é temporária, durando em média de 4 a 6 meses.

Botox e Blefaroespasmo

Blefarosespasmo: Antes e depois da injeção do Botox
Blefaroespasmo é uma desordem neuromuscular em que há contração involuntária dos músculos ao redor do olho (músculos orbiculares). Com isso, a pessoa tem contrações intensas nessa região, "piscando" muito e de forma involuntária, o olho. A pessoa pode referir sensação de ressecamento, dor ocular ou dor de cabeça. Em casos mais intensos a pessoa chega a ser considerada com "cegueira funcional" porque fica mais tempo com o olho fechado (contraido) do que aberto.
O Botox é aplicado diretamente nesses músculos, impedindo que eles se contraiam e devolvendo ao paciente uma vida normal.
Depois de 4 ou 6 meses, o efeito do Botox passa e é preciso fazer nova aplicação. A cada aplicação nova, o tempo de duração do Botox diminui.

botox no olho
Locais de aplicação da injeção do Botox ao redor do olho

Botox e Espasmo hemifacial

O espasmo facial é uma doença em que há contração de toda a musculatura de uma metade da face. A pessoa apresenta contrações involuntárias da musculatura periocular (olho) e perioral (ao redor da boca).
O botox é feito de forma idêntica ao do blefaroespasmo facial.

Uso do Botox em casos de Estrabismo


Estrabismo é o grupo de doenças em que os olhos não ficam paralelos, ou seja, cada olho olha em uma direção diferente. São aqueles casos popularmente conhecidos como "vesgos". O estrabismo ocorre porque os músculos que mexem os olhos para um lado e para o outro e para cima e para baixo, não tem a mesma força. Com isso o olho fica desviado para um dos lados. Existem diversos tipos de estrabismo e em alguns deles é possível usar o botox para corrigir a posição dos olhos. O botox é feito no músculo que está mais forte e dessa forma consegue-se o equilíbrio de força entre os músculos e os olhos voltam a ficar paralelos.

Complicações do uso do Botox

Em casos de aplicação na região perto das pálpebras, seja por motivos estéticos (diminuir rugas ou linhas de expressão por exemplo) ou para correção de espasmos faciais, dois tipos de complicações podem ocorrer:
- A pálpebra cai e o olho fica "meio fechado" (Ptose): Se o músculo que mantém a pálpebra aberta for atingido pelo medicamento, a pálpebra fica caida e além de ficar esteticamente ruim, o campo de visão também fica prejudicado. Isso é o que chamamos de ptose.
- Exposição exagerada do olho: Quando se faz muito botox com o objetivo de diminuir as linhas de expressão, o olho pode perder a capacidade de piscar completamente, ficando parcialmente aberto. Isso resseca a córnea, causando uma sensação de ressecamento e até causar comprometimento da acuidade visual.

Para saber mais sobre o uso do Botox na medicina, leia: BOTOX | Aplicações terapêuticas e cosméticas

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Diabetes e o Olho: Retinopatia Diabética


Retinopatia Diabética é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo e com o envelhecimento da população e o aumento do número de diabéticos, se tornará ainda mais um problema de sáude pública. 
A retinopatia diabética logicamente é causada pela diabetes principalmente em pacientes que tem essa doença há muitos anos e que não controlam a sua glicose de forma correta.
Retinopatia Diabética
A Diabetes é a doença em que ocorre excesso de açúcar (glicose) no sangue. Existem dois tipos de diabetes: A diabetes tipo 1, mais rara e que ocorre em pacientes jovens e precisa de insulina e a tipo 2, mais comum, que ocorre mais comumente em pacientes obesos e com histórico na família e que deve ser tratado com hipoglicêmicos ou insulina.
Nesse blog, trataremos somente das complicações que a diabetes causa nos olho e principalmente de uma das principais complicações da diabetes: A Retinopatia Diabética.

O que é Retinopatia Diabética ?
A diabetes não controlada leva a longo prazo, a lesões nas células dos vasos da retina (endotélio vascular). Os vasos sanguíneos ficam enfraquecidos e permitem que ocorram pequenos sangramentos que, a longo prazo, causarão diversas alterações estruturais na retina, ocasionando redução parcial ou total da visão. A essas alterações chamamos retinopatia diabética.

Como evolue a retinopatia diabética?
No começo, surgem os chamados microaneurismas. Depois aparecem pequenas hemorragias, que vão aumentando em tamanho e em números. No final aparecem vasos sanguíneos anômalos, os chamados neovasos de retina. Esses vasos, são mais fragéis e podem causar grandes sangramentos, com importante reduçaõ da visão.

Retinopatia Diabética

Fatores de risco para a retinopatia Diabética:
1- Tempo de doença: Quanto mais tempo de diabetes maior o risco de ter alterações oculares. Depois de 10 anos de diabetes, a incidência é de 50%, depois de 30 anos, é de 90%.
2- Controle da glicose: Manter a glicose controlada, dentro  dos nivéis normais, é fundamental para retardar ou evitar o aparecimento da retinopatia diabética
3- Outros fatores como hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados e tabagismo também aumentam a chance de pacientes diabéticos desenvolverem retinopatia diabética

Quais as formas de retinopatia diabética ?
São basicamente duas: A retinopatia diabética não proliferativa e a proliferativa. A diferença entre elas é a presença de neovasos na retina, o que piora muito o prognóstico da doença.

Retinopatia Diabética Não Proliferativa
Retinopatia Diabética Grave Proliferativa
Como é feito o diagnóstico da retinopatia diabética?
O diagnóstico é feito através do exame de fundo de olho (mapeamento de retina). Quando o oftalmologista percebe alguma alteração, ele solicita um exame chamado angiografia fluoresceínica. Nesse exame, é injetado um contraste na veia e quando esse contraste passa nas veias dos olhos, o médico tira uma série de fotos e identifica as lesões dos vasos da retina.

Prevenção da Retinopatia Diabética
O mais importante é fazer o controle rigoroso da glicose e visitar regularmente o oftalmologista. Todo paciente diabético deve realizar o exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano.

Tratamento da Retinopatia Diabética
Nas fases iniciais, quando já há algum tipo de sangramento, o tratamento indicado é com laser (fotocoagulação a laser). Esse tipo de laser, "sela" os vasos sanguíneos, impedindo que ocorra mais sangramentos.

Marcas do Laser
Quando a doença já atingiu a mácula, que é a região central da retina, causando uma alteração chamada edema macular e que abaixa bastante a visão, podemos fazer injeção de medicamentos dentro do olho. As injeções de Avastin e de Lucentis dentro do olho (intravítreas) podem melhorar bastante a visão dos pacientes com edema macular diabético.
Nas fases mais avançadas em que já ocorreu muita proliferação vascular, até com sangramentos extensos (hemovítreo)  ou descolamento de retina associado o tratamento é cirurgico. A vitrectomia é a cirurgia de retina que pode melhorar ou ao menos impedir a piora da visão nos casos mais avançados de retinopatia diabética.

Retinopatia Diabética com hemorragia vítrea
Vitrectomia

A retinopatia diabética é a única alteração que a diabetes causa no olho?
Não. A retinopatia diabética é a principal alteração que a diabetes causa nos olhos mas o paciente diabético também tem maior risco de desenvolver catarata.
Além disso, quando a glicose aumenta muito e de forma rápida pode ter mudanças bruscas e transitórias no grau do óculos. Por isso, não é bom fazer o exame de grau quando a glicose está acima de 140.

Quer saber mais sobre Degeneração Macular relacionada a idade (DMRI)?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/07/degeneracao-macular-dmri.html

Quer saber mais sobre Diabetes, seus tipos e seu tratamento?
Então leia o blog MDSAUDE.COM
http://www.mdsaude.com/2008/10/diabetes.html

Ou então leia o texto do Wikipedia sobre a Diabetes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes