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A alergia ocular é a principal causa de coceira nos olhos Apesar de causar muito incomodo é fácil evitar as crises de alergia ocular Abaixo, selecionamos algumas dicas:
1 - Mantenha a casa e o local de trabalho sempre limpos. Evite acúmulos de poeira
2 - Na hora da limpeza, evite vassouras e espanadores. Utilize panos úmidos para retirar a poeira ou aspiradores de pó com filtro HEPA
3 - Mantenha os ambientes arejados, ensolarados e com livre circulação de ar. Na poeira e em ambiente úmidos é onde se proliferam os ácaros, que são os grandes vilões da alergia.
Os ácaros são grandes causadores de alergia
4 - Evite ter em casa objetos que acumulam poeira, como tapetes, bichos de pelúcia, cortinas de pano.
5 - Sempre que possível coloque as roupas de cama para tomar sol e encape os travesseiros e os colchões com tecidos anti-ácaro ou de algodão. Lave as roupas de cama com água quente para matar os ácaros
6 - Roupas guardadas há muito tempo (principalmente as roupas de inverno) devem ser lavadas antes de usar. As toalhas de banho devem secar ao sol diariamente.
7 - Evite ter em casa flores e animais domésticos ou dê preferência a animais que soltem pouco pelo e tenham pelo curto
Evite cães muito peludos
8 - Livros antigos, documentos antigos, objetos guardados há muito tempo ... tudo isso acumula muita poeira. Evite-os
9 - Mantenha o filtro do ar condicionado sempre limpo
10 - E o mais importante: EVITE COÇAR OS OLHOS. Quanto mais você coçar, mais coceira vai ter, causando um ciclo vicioso. Faça compressas geladas e use os colírios lubrificantes. Além é claro dos colírios específicos para alergia ocular.
Eivte coçar os olhos !
Curiosidade:
Sabia que após 6 anos de uso da mesma almofada, 10% de seu peso é constituído por ácaros e fezes de ácaro? É melhor troca-la não?
Para saber como tratar a alergia ocular leia o texto abaixo
A Alergia Ocular é a principal causa de coceira nos olhos.
As pessoas que costumam ter alergia, como rinite, bronquite ou sinusite, costumam também ter coceira nos olhos devido a alergia. E outras pessoas apresentam somente alergia nos olhos e não em outras partes do corpo.
Embora na maioria das vezes a coceira nos olhos seja leve, em outras vezes, ela pode ser muito intensa, apresentar sintomas parecidos com conjuntivite infecciosa (vermelhidão, ardência, secreção, inchaço das pálpebras etc..) e até causar lesões na córnea que atrapalham a visão.
Qual o objetivo do tratamento da alergia ocular ?
- Diminuir os sintomas, principalmente a coceira - Diminuir o número de crises ao longo do ano - Evitar sequelas visuais decorrentes da alergia ocular crônica e severa
Quais são os tratamentos para a Alergia Ocular ?
O mais importante é evitar o contato com o alérgeno. Alérgeno é aquilo que causa a alergia, ou seja, poeira, ácaro, pólen, pelo de animais ....
Para isso é fundamental o controle do ambiente. As medidas abaixo são muito importante e devem ser feitas na casa de pessoas que sofrem com alergia constantemente
- Evitar tapetes, cortinas (preferir persianas por exemplo), bichos de pelúcia ou outros objetos que acumulem poeira
- Arejar a casa e deixar o sol entrar
- Lavar as roupas que estiverem guardadas no armário por muito tempo, antes de usa-las
- Evitar varrer a casa, levantando a poeira (ou fazer quando a pessoa alérgica não estiver em casa). Preferir passar um pano úmido.
Alguns exames podem tentar identificar a causa da alergia. Nesses exames, partículas de diferentes alérgenos são colocadas sobre a pele da pessoa e depois de algum tempo, verifica-se a qual substância a pessoa teve alergia (intradermo reação, prick test, patch test). Existem também os testes sanguíneos especificos para cada causa de alergia (p.ex. rast, mast, eliza).
Com isso é mais fácil combater a exposição a esse alérgeno.
Teste cutâneo para alergia
O uso frequente de lentes de contato gelatinosas também pode causar um tipo de alergia ocular. Nesse caso é necessário interromper o uso das lentes enquanto faz-se o tratamento com colírios. As lentes de contato rígidas podem causar uma conjuntivite papilar gigante que é um tipo diferente de alergia. O tratamento segue a mesma linha dos outros tipos de alergia.
- Colírios lubrificantes: Esse colírios além de proporcionarem um alívio discreto na coceira também "lavam" o olho, retirando a partícula do alérgeno que pode estar ali em contato com a superfície ocular. Podem ser usados na temperatura ambiente ou gelados (colocar na geladeira por alguns minutos). Compressas de água gelada também aliviam a coceira.
- Colírios antihistamínicos: Esses colírios diminuim a liberação e a ação de uma substância chamada histamina. Essa substância é responsável pela coceira. Ou seja, esses colírios apenas combatem a coceira mas não afetam a alergia em si. Um exemplo desse colírio é o Emadine (emestadina 0,05%) que foi retirado de mercado há alguns anos. Hoje em dia no Brasil não existem mais colírios que sejam apenas anti-histamínicos
- Colírios estabilizadores da membrana de mastócitos: Esses medicamentos interrompem a cascata da alergia, ao interferirem nas células responsáveis pela alergia que são os mastócitos (ou eosinófilos). Com isso eles ajudam a acabar com a alergia. No entanto eles demoram a começar a agir e quase não agem sobre a coceira. São exemplos desses colírios o Cromoglicato de Sódio (Cromolerg, Maxicrom)
- Colírios dupla ação (antihistamínicos e estabilizadores da membrana de mastócitos): Esses são os principais colírios usados atualmente para combatem a alergia ocular. Além de diminuírem a coceira (efeito anti-histamínico) também interrompem o processo da alergia (efeito nos mastócitos) . Como exemplo podemos citar: Cetotifeno (Zaditen, Cetotifen), Olopatadina (Patanol e Patanol S), Epinastina (Relestat) e o recém lançado, Alcaftadina (Lastacaft)
Colírios para alergia ocular
- Colírios de corticóides (cortisona): Em casos de alergia mais graves, com comprometimento da córnea e ameaça à visão (úlcera em escudo p.ex.), os oftalmologistas podem receitar colírios de corticóides. Eles agem rápido e de forma intensa sobre a alergia. Nesse caso, procura-se utilizar corticóides mais fracos e por pouco tempo, a fim de evitar os possíveis efeitos colaterais desses medicamentos. O paciente com alergia não deve usar esses colírios sem autorização e sem avisar ao seu médico.
- Colírios imunomoduladores: Em casos graves de alergia ocular, aonde é necessário usar os corticoides com frequencia, o médico pode lançar mão desse tipo de medicamento. Eles ajudam a controlar a alergia e não tem tantos efeitos colaterais quanto os corticóides. São exemplos a Ciclosporina na forma de colírio (Restasis) e o Tacrolimus na forma de colírio ou pomada oftálmica.
Cirurgia para alergia ocular
Embora não exista uma cirurgia específica para casos de alergia ocular, quando a pessoa apresenta o que chamamos de "papilas gigantes" e não está tendo bom controle com o tratamento clínico, pode ser feita a remoção cirurgica dessas papilas. No entanto, além de ser tecnicamente difícil, algumas vezes as papilas gigantes podem voltar.
Olho com alergia mas com papilas normais
Olho com alergia e com papilas gigantes
Tratamento Sistêmico
Nos pacientes com alergia sistêmica (ou seja, em outras partes do corpo como nariz, garganta, pulmões, pele etc) é fundamental o acompanhamento do médico alergista.
As vacinas anti-alérgicas ou vacinas para alergia podem ser ótimas opções na busca pela cura da alergia. Elas tentam desensibilizar o organismo as substâncias que causam a alergia, ou seja, fazer com que a pessoa, deixe de ser alérgica à poeira por exemplo.
O uso de anti-alérgicos na forma de comprimidos muitas vezes também melhora o quadro ocular.
A homeopatia e a acunpuntura também são duas boas opções para o tratamento da alergia.
Para saber mais o que causa, quais os tipos e como evitar a alergia nos olhos, leia o texto abaixo
Grande parte das pessoas acima de 40 anos necessita usar óculos para longe e para perto e os óculos multifocais são a principal opção para essas pessoas.
Mas depois de sair do consultório do oftalmologista e chegar na ótica surgem várias dúvidas:
Qual a melhor marca de óculos multifocal? Qual o preço de um óculos multifocal ?
Precisa ter antirreflexo?
Essa lente arranha fácil?
É bom colocar lentes fotocromáticas ? (lente que escurece sozinha)
Qual a armação de óculos correta para o meu rosto?
Vamos tentar ajudar um pouco:
1 - Qual a melhor marca de óculos multifocal?
Existem várias marcas boas de lentes de óculos. Todas elas fazem lentes simples e lentes multifocais. Podemos citar a Essilor (fabricante das lentes Varilux), a Hoya, marca japonesa fabricante da linha multifocal Hoyalux e as marcas alemãs Zeiss e Rodenstock. Todas são marcas tradicionais, com garantia e assistência para eventuais correções.
Diferença de visão entre 2 lentes multifocais
As lentes "top de linha" hoje são as lentes chamadas personalizadas ou individuais. São lentes fornecem uma excelente qualidade para todas as distâncias por possuírem menor zona de aberração periférica.
Com isso elas aumentam o campo de visão útil e diminuem a distorção das imagens em algumas situações, como por exemplo descer escadas.
Perceba diferença de distorção da imagem entre as duas lentes multifocais acima
2- Quanto custa um óculos multifocal? Como toda mercadoria, o preço de óculos multifocal varia muito. Varia de ótica para ótica e de fabricante para fabricante. A varilux e a hoya possuem uma linha mais barata (chamada espace e argos respectivamente) até lentes de ponta com um custo bem mais alto. Outras marcas menos famosas possuem lentes de óculos multifocal mais baratas. O preço pode variar de 300 até 2000 reais! Mas lembre-se, o barato as vezes sai caro.
3 - Vale a pena usar lentes antirreflexo ?
Sim, vale a pena. As lentes de óculos com tratamento antirreflexo, além de melhorar a parte estética (quem olhar para você, verá o seu olho e não o reflexo dos objetos), aumenta o conforto no momento de trabalhar no computador (reduz o cansaço causado pelo brilho da tela) e melhora a visão ao dirigir a noite (por diminuir os reflexos dos postes de luz e dos faróis dos outros carros).
Lente de óculos com antirreflexo
4 - As lentes de óculos com antirreflexo arranham fácil ?
As lentes com tratamento antirreflexo podem ser mais facéis de sujar e arranham com mais facilidade. É importante usar um bom tratamento antirreflexo e limpar as lentes da maneira correta para isso não ocorrer.
Quando o tratamento antirreflexo é aplicado sobre a lente (como se fosse uma película) ele pode com o tempo descascar ou manchar. Por isso, os antirreflexos mais modernos já são feitos incorporados as lentes do óculos no momento da fabricação da lente e não colocados como uma película depois que a lente já está pronta. Procure por esse tipo de lente ao ir na ótica.
5 - Vale a pena colocar lentes fotocromáticas ?
O usuário de óculos multifocal tem uma dificuldade na hora de usar óculos escuros. Usar um óculos escuros comum sem grau não vai lhe dar um visão boa. Mandar fazer um outro óculos escuros com grau multifocal fica caro demais (se 1 óculos multifocal já é caro, fazer 2 então...).
Então qual a solução? Usar óculos com lentes fotocromáticas (fotossensíveis). Essas lentes ficam totalmente transparentes em ambientes internos ou em ambientes com pouca luz (a noite por exemplo) e escurecem gradativamente de acordo com a iluminação do ambiente.
As lentes fotocromáticas mais modernas fazem essa mudança de tonalidade relativamente rápido e escurecem o suficiente para ser confortável até na praia.
6 - Qual a armação correta para o meu óculos multifocal e para o meu rosto ?
Para os óculos multifocais é importante que antes da parte estética, o usuário pense primeiro na parte funcional ao escolher sua armação de óculos. Armações muito pequenas por exemplo podem reduzir muito o campo de visão e atrapalhar a adaptação. Escolha armações com altura mínima de 14 mm. As armações de óculos sem aro (aquelas com parafuso prendendo as lentes, como mostrado abaixo) estão muito em moda e são bem leves e confortáveis. No entanto, são mais fáceis de entortar e sair do eixo. Isso atrapalhará a visão com lentes multifocais. Se optar por essa armação cuidado para não entorta-las.
Para saber qual a armação correta para o seu formato de rosto, leia o texto abaixo
Você sabia que já é possível fazer a cirurgia de transplante de córnea a laser? Um novo tipo de laser chamado laser femtosecond (ou laser de femtosegundo) vem revolucionando algumas cirurgias oftalmológicas, especialmente a de transplante de córnea, a cirurgia refrativa (cirurgia de miopia), a cirurgia de implante do anel de ferrara e a cirurgia de catarata.
Transplante de córnea a laser
Qual a diferença do transplante de córnea a laser do transplante de córnea convencional (ou manual)?
No transplante de córnea convencional, tanto a córnea doadora quanto a córnea do olho do paciente (córnea receptora) são cortadas manualmente com lâminas de metal, um instrumento chamado trépano.
Trépano para transplante de córnea manual
Já com o intralase (ou laser de femtosecond), o corte das duas córneas (a córnea receptora e a córnea doadora) são feitas com o laser. Ou seja, substitui-se a lâmina de metal do trépano pelo laser.
Laser de femtosecond cortando a córnea
Embora as lâminas do trépano sejam bem afiadas e os cortes em geral sejam bem feitos, o corte feito pelo laser é bem mais preciso. Além disso, o laser permite que o cirurgião faça cortes de formas variadas nas córneas, aumentando a área de contato entre elas e com isso dando maior estabilidade a cirurgia.
Transplante de córnea com Laser X transplante de córnea manual (convencional)
Existem algumas vantagens na realização do transplante de córnea com laser:
Acirurgia é mais rápida: Com o preparo da córnea com o laser ao invés da lâmina do trépano, a duração da cirurgia é menor e isso pode resultar em menor chance de infecções hospitalares.
Utiliza-se menos pontos: Com o laser de femtosecond, a quantidade de pontos também pode ser menor. Na técnica convencional normalmente usamos 16 ou 24 pontos e na técnica com intralase, pode-se usar até 8 pontos somente. Esses pontos também podem ser retirados antes do que na técnica manual.
O astigmatismo depois da cirurgia costuma ser menor: Com o corte mais preciso, uma aderência maior entre as córneas e uma menor quantidade de pontos utilizada, o astigmatismo depois da cirurgia costuma ser menor na técnica a laser. Como resultado disso, o grau de óculos a ser usado depois da cirurgia é menor.
No transplante a laser, existe uma maior aderência entre as córneas doada e receptora e com isso maior resistência a traumas. O laser femtosecond permite que o cirurgião corte a córnea de formas diferentes da convencional, o que aumenta a segurança e estabilidade da córnea no pós operatório.
Formas variadas em que a córnea pode ser cortada com o laser
Foto microscópica mostrando a precisão do corte da córnea a laser
Quem pode fazer o transplante de córnea a laser?
Qualquer pessoa com indicação de transplante de córnea pode usar a técnica a laser, ou seja, pessoas com ceratocone, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós lasik, distrofia de fuchs, ceratopatia bolhosa, opacidade de córnea dentre outras causas.
Qual a melhor opção: Fazer o transplante de córnea com laser ou transplante de córnea manual?
Apesar de todos os benefícios relatados acima, um cirurgião experiente, usando uma córnea boa (bem preparada pelo banco de olhos) é capaz de fazer uma cirurgia convencional tão boa quanto um laser. No entanto, o uso do laser de femtosecond traz muitas vantagens e com o aprimoramento dos aparelhos e dos cirurgiões, não temos dúvida que essa técnica de transplante de córnea a laser vai aposentar as técnicas manuais dentro de alguns anos.
Quanto custa o transplante de córnea a laser?
O grande problema de fazer o transplante de córnea a laser (com o femtosecond) é o custo. Os aparelhos são muito caros, a tecnologia é nova, são poucos os hospitais que tem esse aparelho no Brasil, poucos médicos estão habilitados a operar com esse equipamento... isso tudo acarreta em um custo elevado.
O laser de femtosecond pode ser usado em quais cirurgias?
Além do transplante de córnea, o laser de femtosegundo (ou femtosecond) é usado em cirurgias refrativas (cirurgias de miopia ou hipermetropia pela técnica Lasik), na cirurgia de implante de anel intracorneano para ceratocone (anel de ferrara) e até na cirurgia de catarata.
Como visto anteriormente, o buraco macular é uma doença que pode afetar de forma importante a visão e o seu tratamento é a cirurgia. Nesse texto, explicaremos como é a cirurgia do buraco macular, seus riscos e complicações.
Buraco macular em vários estágios A última imagem (E) mostra a cura obtida após a cirurgia
A cirurgia para correção do buraco macular se chama vitrectomia via pars plana (VVPP) com colocação de gás e retirada da membrana limitante interna (ou peeling de membrana).
Não entendeu? Vamos tentar explicar.
Na cirurgia, o médico vai retirar o vítreo que é o gel que preenche o interior do nosso olho. Esse vítreo tem trações que causaram o buraco e por isso precisa ser retirado.
Para ajudar a fechar o buraco o médico retira uma membrana chamada membrana limitante interna da retina em toda a região posterior. Esta membrana é uma película muito fina (dez vezes mais fina que um fio de cabelo) e essa é uma das etapas mais difíceis e importantes da cirurgia.
Cirurgia de buraco macular mostrando a retirada da membrana limitante interna
Depois ele vai colocar um gás chamado perfluor que vai “empurrar” os bordos do buraco um de encontro ao outro. O gás tem como objetivo, ajudar no fechamento do buraco macular, contudo o paciente tem que assumir a posição de estar sempre olhando para baixo (para o chão) para que o efeito do gás seja máximo. Esta posição terá que ser mantida por aproximadamente 3 a 10 dias. O tempo total que o gás leva para ser reabsorvido é de 30 a 60 dias.
Gás dentro do olho depois da vitrectomia
Importante: O paciente que colocou o gás dentro do olho, está terminantemente proibido de viajar de avião ou ir para altas altitudes (cidades de serra por exemplo) pois o gás tende a expandir e elevar a pressão do olho a níveis preocupantes. Essa restrição dura entre 3 e 10 dias, aproximadamente.
E se eu não puder manter a posição correta da cabeça?
Pessoas que terão dificuldade de ficar olhando para baixo no pós-operatório devem discutir isso bem com o médico antes de operar. A chance da cirurgia dar certo depende de manter essa posição. Apesar da posição ser chata é possível adaptar a vida e fazer várias coisas.
posição ideal da cabeça depois da cirurgia de buraco macular
Qual a chance da cirurgia dar certo?
Isso vai depender da causa, do tamanho e de quanto tempo a pessoa tem o buraco na mácula.
Os buracos maculares devido a edema macular crônico, como ocorre na diabetes ou nas tromboses vasculares da retina costumam ter um resultado pior.
Já os buracos maculares de causa traumática podem fechar espontaneamente entre quatro e seis semanas e por isso recomenda-se um longo período de observação, antes de indicar a cirurgia.
O tempo de existência do buraco parece não ser um fator determinante tão importante mas alguns estudos mostram que casos operados mais cedo tem maior recuperação da visão.
Em termos gerais, um caso de buraco macular sem outras complicações e operado por um bom cirurgião de retina, tem chance de cura de 90%
Eu tive buraco macular em um olho. O meu outro olho também pode desenvolver buraco macular?
Sim. Quem teve buraco de mácula em um olho, tem um risco de 10 a 15% de também desenvolver essa doença no outro olho. Logo, um acompanhamento oftalmológico é fundamental.
Quais os riscos da cirurgia de buraco macular?
Basicamente são os riscos de qualquer vitrectomia ou cirurgia de retina.
Ou seja, a formação de catarata, o aumento da pressão ocular e o risco de ter um descolamento de retina. Na cirurgia de buraco de mácula, o risco de uma complicação como o descolamento da retina varia entre 1,8% e 14%.
Saiba mais sobre o descolamento de retina e seu tratamento
Buraco macular ou buraco da mácula é uma doença rara, pouco comum mas que pode causar uma importante baixa de visão. Ela acomete a retina que é a parte mais interna do olho e normalmente precisa de cirurgia.
Posição da mácula e a retina
O que é exatamente o buraco macular ?
Para entendermos o que é o buraco macular precisamos entender um pouco da anatomia do olho. A retina é parte mais interna do olho, responsável por receber as imagens dos objetos. A parte mais central e importante da retina é a mácula. É nessa região da retina que é formada a visão central, mais definida e precisa que nós temos. A visão que usamos para focar um objeto, para ler ou para dirigir por exemplo
O buraco macular é quando ocorre uma quebra nas camadas da mácula, ou seja, faltam células na mácula, deixando um buraco, um vazio nessa região. Consequentemente a visão fica prejudicada principalmente na parte central do campo visual, que é a mais importante.
mácula normal
buraco macular
O que causa o buraco de mácula ?
A causa exata do buraco macular ainda não é totalmente compreendida.
A maioria dos casos ocorre sem uma causa aparente (nesse caso é dito idiopático) mas ele também pode ser decorrente de traumas ou processos inflamatórios oculares. Ocorre com mais frequência em pessoas acima de 60 anos e são três vezes mais comuns nas mulheres do que nos homens, fato para o qual não se tem explicação.
Quais os sintomas do buraco macular ?
O principal sintoma é a baixa da visão principalmente na parte central (a parte lateral da visão fica normal). Quando a doença está no início e acomete só um dos olhos, a pessoa não nota muita diferença na visão, pois o outro olho compensa. Depois começa a afetar a leitura, dificulta enxergar os rostos das pessoas, ver a televisão e as atividades rotineiras do dia a dia
Simulação da visão de uma pessoa com buraco macular
Como é feito o diagnóstico do buraco de mácula?
O diagnóstico do buraco macular é feito por um exame de fundo de olho. Exames como a angiografia fluoresceínica também revelam a presença do buraco da mácula. Porém o exame mais importante é a tomografia de coerência óptica (OCT). O OCT é essencial para determinar se o buraco é parcial ou total, e classifica-lo em níveis de gravidade, podendo dizer ainda qual a chance de cura.
OCT mostrando mácula normal
OCT mostrando buraco macular
Qual o tratamento do buraco macular ?
O tratamento do buraco macular é cirurgia. Não existe nenhum colírio ou medicamento ou laser que trate essa doença, apenas cirurgia.
No entanto nem todos os casos são possíveis de serem operados.
Esse tema foi dividido em 2 partes e para saber mais sobre a cirurgia de buraco macular, leia o texto abaixo
Retinoblastoma é o tumor ocular (câncer) mais comum em crianças. Pode acometer um ou os dois olhos, tanto meninos quanto meninas e sem predileção por cor ou raça.
O tumor pode ocorrer em crianças recém-nascidas ou até em crianças acima de 7 anos, porém a maioria dos casos é diagnosticado por volta dos 2 anos e meio a 3 anos.
O retinoblastoma é um tumor que surge na retina. A retina é uma fina camada composta por células nervosas que reveste o olho por dentro. A retina é um tecido fundamental no complexo processo da visão.
retina normal
retina com retinoblastoma
Como se pega retinoblastoma?
O retinoblastoma não se pega. A criança já nasce com ele ou desenvolve nos primeiros anos de vida. Não é uma doença que se pega de alguém ou através de alguma bactéria ou vírus.
O que causa o retinoblastoma?
Como todo tumor, o retinoblastoma ocorre por uma alteração nos cromossomos das células, nesse caso das células da retina. Ou seja, é um defeito genético. Atualmente, acredita-se que o defeito cromossômico do retinoblastoma está no cromossomo 13
O retinoblastoma acomete os 2 olhos?
A maioria dos casos (75%) só ocorre em um dos olhos. Em 25% dos pacientes, o tumor acomete ambos os olhos.
O retinoblastoma é hereditário?
A maioria das crianças com retinoblastoma, cerca de 90%, não tem nenhum caso desse tumor na família porém sabe-se que o fato de ter alguém na família com retinoblastoma aumenta as chances da criança apresentar esse problema. Apenas 10% das crianças com retinoblastoma tem algum caso parecido na família. Quando o retinoblastoma é hereditário, tem mais chance de acometer os 2 olhos.
Os irmãos de uma criança com retinoblastoma devem realizar exames oftalmológicos regulares pois correm maior risco de desenvolver essa doença.
Quais os sintomas do retinoblastoma?
O sintoma ocular mais comum do retinoblastoma é a leucocoria, ou seja, a “mancha branca” na pupila. Isso é o contrário da pupila normal (preta) ou do reflexo vermelho quando incide luz diretamente na pupila. Essa mancha branca pode ser notada pelos pais ou pelo pediatra, ou por qualquer pessoa que conviva com a criança. Atenção: Nem todo caso de leucocoria é retinoblastoma!
Outros sintomas comuns são: estrabismo (vesgo), pode ocorrer inflamação do olho, com vermelhidão e inchaço. A visão também está prejudicada, porém é difícil medir a visão em crianças pequenas.
Retinoblastoma
Existe cura para o Retinoblastoma?
Sim. Em condições boas de tratamento (ou seja, hospital com recursos, médicos experientes e diagnóstico precoce), a chance de cura pode chegar a 95%. E esses pacientes ficam com a visão próxima de 100% em grande número dos casos.
A importância do teste do olhinho ou teste do reflexo vermelho
Toda criança recém nascida deve realizar o teste do olhinho ainda na maternidade. Nesse teste, que é muito simples e pode ser realizado pelo próprio pediatra, verifica-se a presença do reflexo vermelho após incidir uma luz na direção da pupila da criança. Qualquer anormalidade nesse exame, levanta a suspeita de uma doença ocular e o oftalmologista deve ser imediatamente consultado. Não é só o retinoblastoma que pode ser detectado nesse exame mas também catarata congênita, opacidades na córnea, infecções etc...
Reflexo alterado no olho direito e normal no esquerdo
Uma fotografia pode salvar vidas
Ás vezes, a suspeita de um câncer nos olhos é levantada ao se examinar fotografias das crianças e perceber a diferença de cor entre o reflexo de um olho e o outro.
A atriz Ana Paula Arósio gravou um vídeo alertando sobre isso. Veja. O vídeo é curto e interessante.
Como é feito o diagnóstico de retinoblastoma?
Uma vez levantada a suspeita de retinoblastoma, o médico oftalmologista irá realizar alguns exames para confirmar o diagnóstico:
- Mapeamento de retina ou exame de fundo de olho: Nesse exame, após dilatar a pupila, o médico examina o olho da criança com uma lente especial e visualiza o tumor, podendo avaliar o tamanho e se há comprometimento de outras estruturas do olho.
- Ultrassonografia ocular ou ecografia: É o exame de ultrassom. Esse exame é fundamental para avaliar o tamanho do tumor e se há descolamento da retina ou comprometimento de outras estruturas, como o nervo óptico por exemplo.
Em crianças pequenas as vezes é necessário fazer esses exames com a criança sedada ou com anestesia geral.
- Tomografia computadorizada e ressonância magnética também podem auxiliar o diagnóstico, principalmente para avaliar a presença de metástases.
É preciso fazer biópsia para o diagnóstico do retinoblastoma?
Raramente os médicos vão precisar de uma biópsia para fazer o diagnóstico e começar o tratamento. Geralmente a biópsia só é feita quando é necessário alguma cirurgia para remoção do tumor.
Meu filho tem retinoblastoma. Qual médico eu devo procurar ?
Crianças com retinoblastoma ou qualquer outro tipo de câncer nos olhos devem ser acompanhadas por um oftalmologista junto com um oncologista pediátrico.
Tratamento do Retinoblastoma
O tratamento do retinoblastoma mudou muito nos últimos anos e é uma verdadeira história de sucesso da medicina moderna. Então, qual o melhor tratamento para o Retinoblastoma ?
O tipo de tratamento a ser feito vai ser único para cada paciente e vai depender da idade da criança, se é uni ou bilateral (ou seja, se acomete 1 ou os 2 olhos), do tamanho do tumor e se ele atinge outras partes do olho ou até mesmo outros órgãos fora do olho.
Os objetivos do tratamento são: primeiro salvar a vida da criança, depois preservar a visão e por último preservar a aparência estética do olho.
Ultrassom antes e depois de um tratamento bem sucedido de retinoblastoma
Os tipos de tratamento existentes são:
- Radioterapia externa: O retinoblastoma responde bem a radioterapia e esse é um tratamento que tenta preservar a visão. A radioterapia é aplicada durante 3 a 4 semanas e o paciente não precisa ficar internado. Ele pode ir no hospital todos os dias, fazer a radioterapia e voltar para casa.
Algumas complicações da radioterapia são a formação de catarata, de retinopatia (sangramentos na retina) e lesões nos ossos da calota craniana.
- Braquiterapia ou radioterapia com placas:
Nesse tipo de radioterapia são implantadas placas no olho da criança que emitem a radiação. Após alguns dias, essa placa é retirada. Durante o tratamento a criança precisa ficar internada. As complicações são semelhantes a da radioterapia externa.
- Laser fotocoagulação
Nesse tratamento, o oftalmologista emite um laser diretamente no tumor. Para casos de retinoblastoma pequeno é uma ótima opção. Além disso, a fotocoagulação com laser pode ser feita em combinação com outros tipos de tratamento como a radioterapia por exemplo.
- Crioterapia
Nesse tipo de tratamento, uma sonda faz um congelamento do tumor, ajudando a matar as células cancerosas e reduzir o tamanho da lesão. Também só é válido para tumores pequenos e precisa ser repetido algumas vezes
- Quimioterapia
No retinoblastoma, a quimioterapia pretende fazer o que chamamos de quimiorredução, ou seja, reduzir o tamanho do tumor com os medicamentos quimioterápicos. Esse medicamentos são injetados na veia da criança e vão atingir o tumor através da corrente sanguínea. Dependendo do tipo de quimioterapia a criança pode ficar internada no hospital ou não.
Após conseguir reduzir o tumor com a quimioterapia, podemos usar o tratamento com laser, com crioterapia ou com placas de radioterapia para ajudar a eliminar o tumor
- Enucleação: É a retirada cirúrgica de todo o globo ocular. Remover o globo ocular é a maneira mais segura de remover todo o câncer e salvar a vida da criança. Após essa cirrugia, é possível o implante de uma prótese para preservar a aparência da criança. As próteses modernas são tão bem feitas que quase não dá para perceber a diferença de um olho verdadeiro.
Qual o prognóstico de uma criança com retinoblastoma?
Atualmente o prognóstico de uma criança com retinoblastoma é muito bom. A grande maioria desses pacientes sobrevive e leva uma vida normal.
Nos casos em que o tumor só acomete um dos olhos (que é a maioria dos pacientes), o olho não afetado funciona normalmente e mesmo quando o olho doente precisa ser removido, o outro olho consegue dar uma visão que não restringe a criança em praticamente nada. Elas vão poder praticar esportes, brincar e estudar como qualquer outra criança.
Mesmo as crianças com retinoblastoma nos 2 olhos, conseguem manter uma boa visão em pelo menos um dos olhos.
O acompanhamento com o oftalmologista e com o oncologista pediátrico é muito importante e deverá ser feito por um longo tempo, tanto pelo risco do tumor no olho voltar quanto pelo risco de desenvolver outro tipo de tumor em outros órgãos do corpo. Além disso, é preciso avaliar o surgimento de catarata ou outras alterações oculares decorrentes do tratamento.
Saiba mais sobre o teste do reflexo vermelho e as causas de leucocoria, lendo o texto abaixo