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domingo, 22 de janeiro de 2012

Transplante de Córnea a Laser

Você sabia que já é possível fazer a cirurgia de transplante de córnea a laser? Um novo tipo de laser chamado laser femtosecond (ou laser de femtosegundo) vem revolucionando algumas cirurgias oftalmológicas, especialmente a de transplante de córnea, a cirurgia refrativa (cirurgia de miopia), a cirurgia de implante do anel de ferrara e a cirurgia de catarata.




Transplante de córnea a laser

Qual a diferença do transplante de córnea a laser do transplante de córnea convencional (ou manual)?

No transplante de córnea convencional, tanto a córnea doadora quanto a córnea do olho do paciente (córnea receptora) são cortadas manualmente com lâminas de metal, um instrumento chamado trépano.
Trépano para transplante de córnea manual
Já com o intralase (ou laser de femtosecond), o corte das duas córneas (a córnea receptora e a córnea doadora) são feitas com o laser. Ou seja, substitui-se a lâmina de metal do trépano pelo laser.

Laser de femtosecond cortando a córnea
Embora as lâminas do trépano sejam bem afiadas e os cortes em geral sejam bem feitos, o corte feito pelo laser é bem mais preciso. Além disso, o laser permite que o cirurgião faça cortes de formas variadas nas córneas, aumentando a área de contato entre elas e com isso dando maior estabilidade a cirurgia.

Transplante de córnea com Laser X transplante de córnea manual (convencional)

Existem algumas vantagens na realização do transplante de córnea com laser:


  • A cirurgia é mais rápida: Com o preparo da córnea com o laser ao invés da lâmina do trépano, a duração da cirurgia é menor e isso pode resultar em menor chance de infecções hospitalares.

  • Utiliza-se menos pontos: Com o laser de femtosecond, a quantidade de pontos também pode ser menor. Na técnica convencional normalmente usamos 16 ou 24 pontos e na técnica com intralase, pode-se usar até 8 pontos somente. Esses pontos também podem ser retirados antes do que na técnica manual.

  • O astigmatismo depois da cirurgia costuma ser menor: Com o corte mais preciso, uma aderência maior entre as córneas e uma menor quantidade de pontos utilizada, o astigmatismo depois da cirurgia costuma ser menor na técnica a laser. Como resultado disso, o grau de óculos a ser usado depois da cirurgia é menor.

  • No transplante a laser, existe uma maior aderência entre as córneas doada e receptora e com isso maior resistência a traumas. O laser femtosecond permite que o cirurgião corte a córnea de formas diferentes da convencional, o que aumenta a segurança e estabilidade da córnea no pós operatório.
Formas variadas em que a córnea pode ser cortada com o laser
Foto microscópica mostrando a precisão do corte da córnea a laser
Quem pode fazer o  transplante de córnea a laser?

Qualquer pessoa com indicação de transplante de córnea pode usar a técnica a laser, ou seja, pessoas com ceratocone, degeneração marginal pelúcida, ectasia pós lasik, distrofia de fuchs, ceratopatia bolhosa, opacidade de córnea dentre outras causas. 

Qual a melhor opção: Fazer o transplante de córnea com laser ou transplante de córnea manual?


Apesar de todos os benefícios relatados acima, um cirurgião experiente, usando uma córnea boa (bem preparada pelo banco de olhos) é capaz de fazer uma cirurgia convencional tão boa quanto um laser. No entanto, o uso do laser de femtosecond traz muitas vantagens e com o aprimoramento dos aparelhos e dos cirurgiões, não temos dúvida que essa técnica de transplante de córnea a laser vai aposentar as técnicas manuais dentro de alguns anos.

Quanto custa o transplante de córnea a laser?

O grande problema de fazer o transplante de córnea a laser (com o femtosecond) é o custo. Os aparelhos são muito caros, a tecnologia é nova, são poucos os hospitais que tem esse aparelho no Brasil, poucos médicos estão habilitados a operar com esse equipamento... isso tudo acarreta em um custo elevado.

O laser de femtosecond pode ser usado em quais cirurgias?

Além do transplante de córnea, o laser de femtosegundo (ou femtosecond) é usado em cirurgias refrativas (cirurgias de miopia ou hipermetropia pela técnica Lasik), na cirurgia de implante de anel intracorneano para ceratocone (anel de ferrara) e até na cirurgia de catarata.


Para saber mais sobre como é a Cirurgia do Transplante de Córnea, leia esse texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/transplante-de-cornea-como-e-cirurgia.html 


Saiba mais sobre a cirurgia de Crosslink para Ceratocone
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/crosslinking-de-cornea-para-ceratocone.html 



Saiba mais sobre Anel de Ferrara para Ceratocone, lendo o texto http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/anel-de-ferrara-para-ceratocone.html





quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tratamento da Distrofia de Fuchs

Tratamento da Distrofia de Fuchs

Nas fases iniciais da Distrofia de Fuchs não é necessário nenhum tratamento, só exames de controle a cada 6 ou 12 meses, principalmente com os exames de microscopia especular e paquimetria
Quando a córnea já começa a ter edema e o paciente apresenta os primeiros sintomas, podemos usar alguns colírios que diminuem o “inchaço” (edema) da córnea. Esses colírios (NaCl a 3 ou 5% e dimetilpolisiloxane) são feitos em farmácias de manipulação de colírios.
No entanto quando a doença progride, os colírios já não fazem tanto efeito e precisamos partir para o tratamento cirúrgico.

A cirurgia para a Distrofia de Fuchs é o transplante de córnea
Existem 2 tipos de transplante de córnea para a distrofia de Fuchs.
- Transplante penetrante (ou total) da córnea
- Transplante endotelial da córnea (sigla em inglês DSAEK)
Transplante de Córnea: Antes (em cima) e depois (em baixo)
Podemos fazer o transplante penetrante (ou total) da córnea, que é a troca de todas as camadas da córnea, ou o transplante endotelial, no qual trocamos apenas o endotélio da córnea.
O Transplante endotelial da córnea é muito interessante porque troca-se apenas a camada que está alterada na Distrofia de Fuchs. Com esse tipo de transplante, a recuperação é mais rápida e a cirurgia mais segura. No entanto, ela é tecnicamente mais difícil e nem todos os oftalmologista estão familiarizados com essa técnica.
Transplante de córnea: Aspecto no pós operatório
Eu tenho Distrofia de Fuchs. Quando devo fazer o transplante da córnea?
O transplante da córnea deve ser feito quando a doença já atrapalha a visão e compromete a sua qualidade de vida. Não é interessante atrasar muito o transplante pois podemos chegar a um estado muito avançado da doença chamado ceratopatia bolhosa. O transplante deve ser feito antes disso.

Tratamento da ceratopatia bolhosa


A ceratopatia bolhosa é quando o edema da córnea é tão grande que forma "bolhas" na sua superfície. Nesses casos mais avançados, além da baixa da visão, a dor é muito grande e causa um intenso desconforto na vida da pessoa. Então se não for possível fazer o transplante de córnea (que melhora tanto a visão quanto a dor) podemos fazer alguns procedimentos que melhoram apenas a dor. A mais rápida e simples é colocar uma lente de contato, chamada lente de contato terapêutica e que a pessoa dorme com ela. A melhora da dor é rápida porém é um tratamento temporário.
Depois, de forma mais definitiva, podemos fazer algumas cirurgias como micropuntura da córnea ou recobrimento com membrana amniótica ou recobrimento conjuntival.
Essas cirurgias são opções enquanto aguarda-se o transplante de córnea ou nos casos em que a visão está comprometida por outras causas e podemos fazer uma cirurgia mais simples do que o transplante.

Para saber o que é a Distrofia de Fuchs, seu diagnóstico e sintomas, clique aqui
Para ler mais sobre o Transplante de Córnea, clique aqui
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/transplante-de-cornea-como-e-cirurgia.html 


Você sabia que já é possível fazer o Transplante de Córnea a Laser? Leia o texto abaixo e descubra essa nova técnica
http://www.medicodeolhos.com.br/2012/01/transplante-de-cornea-laser.html 




Distrofia de Fuchs

A Distrofia de Fuchs (ou distrofia endotelial da córnea) é uma doença ocular que atinge a córnea podendo levar a perda parcial da visão. É uma doença que atinge principalmente as mulheres mas também acomete os homens. É mais comum em pessoas idosas mas também ocorre em pessoas mais jovens. A Distrofia de Fuchs sempre acomete os 2 olhos.
A córnea é uma estrutura transparente que fica na parte mais externa do olho e cuja função é permitir a passagem de luz para dentro do olho (é a “janela” do olho). Apesar de muito fina, a córnea é dividida em 5 camadas:

De fora para dentro temos:

Epitélio (camada mais externa)
Membrana de Bowman
Estroma (a camada do meio e mais grossa)
Membrana de Descement
Endotélio (a camada mais interna da córnea)

A Distrofia de Fuchs só atinge a camada chamada endotélio, a mais interna de todas.

O que a Distrofia de Fuchs causa no olho?
A Distrofia de Fuchs diminui a quantidade de células no endotélio. As células do endotélio vão naturalmente diminuindo de quantidade ao longo da vida, porém, na distrofia de fuchs isso ocorre de forma mais rápida e de forma diferente.
O endotélio da córnea é responsável por deixar a córnea transparente e, portanto, se o endotélio não estiver funcionando corretamente, a córnea perde sua transparência. É isso o que acontece nas formas mais graves da Distrofia de Fuchs, a perda da transparência da córnea e consequentemente, diminuição da visão.

Como se pega a Distrofia de Fuchs?
Distrofia de Fuchs não se pega. É uma doença causada por alteração nos genes. A pessoa já nasce com essa alteração nas suas células mas só vai manifestar a doença com o passar dos anos. Provavelmente essa alteração nos genes (cromossomos) foi herdada do pai ou da mãe.

Sintomas da Distrofia de Fuchs
Na fase inicial da doença, a pessoa não apresenta sintoma nenhum. Muitas vezes o diagnóstico é feito por acaso, ao ir ao oftalmologista fazer os óculos. Essa fase inicial, chamamos de córnea guttata .
A doença persiste sem sintomas por muitos anos. Conforme a doença progride, as células doentes do endotélio não conseguem mais deixar a córnea transparente e ela “incha” (isso é o que chamamos de edema de córnea). A pessoa passa a sentir uma piora da visão, com distorção das imagens, visão de halos ao redor das luzes e dificuldade visual. Os sintomas costumam ser mais acentuados pela manhã.

Córnea SEM edema

Córnea COM edema. 

Nas fases mais avançadas, o edema aumenta e surgem bolhas na superfície da córnea, uma condição chamada ceratopatia bolhosa, que causa muito desconforto visual e muita dor

Qual a relação entre Catarata e Distrofia de Fuchs ?
Quando uma pessoa se submete a uma cirurgia de catarata, o trauma da cirurgia, de certa forma “agride” as células do endotélio da córnea. Em uma pessoa com a córnea normal isso não costuma ter problema, mas em quem tem a Distrofia de Fuchs isso pode ser grave. A “agressão” da cirurgia num endotélio que já é doente, pode acelerar a evolução da distrofia e levar a ceratopatia bolhosa.
Portanto, quem tem Distrofia de Fuchs e vai fazer a cirurgia de catarata, deve procurar um cirurgião experiente e habilidoso e que usará produtos modernos para diminuir a “agressão” ao endotélio da córnea.

Como é feito o diagnóstico da Distrofia de Fuchs?
Quando a doença já está em fases avançadas é possível perceber as alterações da córnea no simples exame do oftalmologista. Mas em fases iniciais e para fazer o diagnóstico definitivo  um exame é fundamental, a microscopia especular.
A microscopia especular da córnea avalia apenas as células do endotélio da córnea, mostrando claramente as alterações da Distrofia de Fuchs. Também é muito importante para acompanhar a progressão da doença. Nesse exame, medimos a quantidade de células no endotélio e vimos as alterações típicas dessa doença, que são as excrescências do endotélio (as bolas pretas na foto a seguir).
Microscopia Especular Normal
Microscopia Especular na distrofia de fuchs
Outro exame importante é a paquimetria. O exame de paquimetria, mede a espessura da córnea e com isso, mede se há edema (“inchaço”) da córnea.

Eu tenho Distrofia de Fuchs. Tenho chances de passar para os meu filhos?
Sim. Essa doença é genética e seus filhos poderão herdar a Distrofia de Fuchs. A chance é de 50%.
Os seus filhos deverão fazer exames com o oftalmologista para avaliar essa possibilidade. E não só os filhos, mas os irmãos e pais de quem tem a Distrofia de Fuchs, devem fazer uma consulta oftalmológica para avaliação.

Existe cura para a Distrofia de Fuchs ?
A cura para a Distrofia de Fuchs é o transplante da córnea. A alteração genética responsável pela doença não temos como corrigir. Mas com o avanço da medicina, talvez no futuro seja possível “desligar” o gene alterado pela doença e impedir que a doença apareça.

Para saber sobre o Tratamento da Distrofia de Fuchs leia esse texto, clicando aqui:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/tratamento-da-distrofia-de-fuchs.html 


Saiba mais sobre o Transplante de córnea, no texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/transplante-de-cornea-como-e-cirurgia.html 



Você pode ler mais sobre a Distrofia de fuchs no texto abaixo da wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Fuchs%27_dystrophy

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Transplante de Córnea: Como é a cirurgia

 O Transplante de Córnea é o transplante mais realizado no mundo e a solução para diversas doenças da córnea. Vamos explicar passo a passo como ocorre a cirurgia e os tipos de transplantes de córnea que existem.

  • Pré Operatório: Como em toda cirurgia oftalmológica, são feitos diversos exames antes da cirurgia. Dados como pressão ocular, alterações retinianas ou do nervo óptico vão alterar o prognóstico da cirurgia.
  • Anestesia: Geralmente é feita com anestesia local. Em algumas situações, o médico pode optar por fazer anestesia geral, para diminuir a chance da lagumas complicações durante a cirurgia.
  • Técnica cirúrgica: Existem 3 tipos de transplante de córnea:

Transplante Penetrante de Córnea, Transplante Lamelar de Córnea e Transplante Endotelial de Córnea.

1 – Transplante Penetrante da Córnea:

Esse é o modelo clássico do transplante de córnea. Nele troca-se toda a região central da córnea. Toda a sua espessura. A córnea do paciente (receptor) e a córnea doada (doador) são cortadas com uma lâmina de corte especial chamada trépano. Isso é a trepanação da córnea.

trépano de córnea

retirada da córnea doente

Depois de colocar a córnea doada, sutura-se as duas partes (receptor e doador) com fios de sutura muito finos. A sutura pode ser com pontos separados (geralmente 16) ou com uma sutura contínua, como se costurasse uma roupa.

aspecto final da cirurgia

2 – Transplante Lamelar da Córnea:

Nessa modalidade não retira-se toda a espessura da córnea do paciente. Retira-se apenas a porção anterior da córnea, que está doente, mas preserva-se as camadas mais profundas da córnea que estão sadias.
Obviamente esse modalidade só serve para alguns tipos de doenças. Principalmente as doenças que não afetam todas as camadas da córnea.
A sutura da córnea é realizada da mesma forma como o transplante penetrante.
O Ceratocone é uma ótima indicação para esse tipo de cirurgia

3 – Transplante Endotelial da Córnea:

Existem algumas doenças de córnea em que só a porção mais profunda da córnea está doente e o restante está normal. Para essas doenças é possível trocar só essa camada profunda, chamada endotélio. O transplante endotelial da córnea não é uma cirurgia tão comum, mas quando bem feita é uma opção mais simples e muito boa.
Ao contrário dos outros 2 tipos de transplante, não é preciso dar tantos pontos.
A grande indicação para esse tipo de transplante é a distrofia endotelial da córnea (Distrofia de Fuchs).

  • Pós operatório: O pós operatório do transplante de córnea é relativamente simples. O paciente vai precisar evitar grandes esforços físicos e usar os colírios de forma correta. Esses colírios tem por objetivo evitar infecções e reduzir a chance de rejeição da córnea. O tempo de uso desses colírios varia entre 1 e 6 meses geralmente.
A principal preocupação dos pacientes que se submetem ao transplante é saber quando que a visão vai ficar boa. Isso vai variar bastante, de acordo com a doença apresentada antes da cirurgia, com o tipo de transplante feito e com o astigmatismo resultante da cirurgia.
O astigmatismo que a pessoa vai apresentar depois da cirurgia vai depender do corte da córnea doada (trepanação da córnea) e da sutura realizada pelo cirurgião.
Os pontos do transplante serão retirados com o passar do tempo, reduzindo o astigmatismo apresentado.

Graft = córnea doada.  Sutures = Ponto do transplante
Não há garantia que, depois do transplante, o paciente não precisará usar óculos. Pelo contrário, grande parte dos pacientes vai precisar de óculos ou de lentes de contato para corrigir o astgmatismo, além de uma possível miopia ou hipermetropia.

Quando posso retirar os pontos do Transplante de Córnea?

Essa á uma pergunta que os pacientes que fizeram ou vão fazer o transplante sempre questionam. Quem vai decidir quando deve tirar os pontos do transplante de córnea é o cirurgião, baseado em critérios como: grau de astigmatismo após a cirurgia, se tem algum ponto frouxo ou com vaso sanguíneo perto (o que pode aumentar o risco de rejeição) entre outros. Em geral, o período mínimo para começarmos a retirar os pontos é de 3 meses após a cirurgia. Na realidade, esses pontos não incomodam e podem ficar no olho por um período grande. Ele só vai ser retirado se tiver motivo para isso. Por isso, não se preocupe em retirar os pontos agora ou não. Deixe seu médico se preocupar com isso.


Depois do Transplante de Córnea vou precisar usar óculos ?


Depois do transplante, a cornea doada é presa ao olho (suturada) com 16 pontos em média. A força aplicada em cada um desses pontos é que vai determinar o grau de miopia ou astigmatismo (e menos raramente hipermetropia) que vai ficar no pós operatorio. É muito dificil fazer os pontos com força e tensão semelhantes de maneira que não sobre grau nenhum. 
É como se varias pessoas diferentes estivessem puxando um pano de cada lado. Cada um vai fazer uma força diferente e o pano dificilmente ficará perfeitamente redondo.
Geralmente depois do transplante sobra um grau um pouco alto e o médico vai retirando alguns pontos para diminuir esse grau. Nem sempre conseguimos diminuir totalmente o grau e há a necessidade de usar óculos ou lentes de contato. Outras vezes é preciso dar um outro ponto para balancear as forças e fazer o grau ficar menor.
Então, a resposta para a pergunta acima é: provavelmente sim!

Transplante de córnea a Laser:


O advento do laser chamado de femtosecond ou femtosegundo veio revolucionar a cirurgia de transplante de córnea. O laser faz os cortes da córneas (trepanação) de forma muito mais precisa. Isso além de permitir variações na técnica que aumentam o sucesso da cirurgia, diminui o astigmatismo do pós operatório.
O laser pode "esculpir"   a córnea, fazendo desenhos diferentes que facilitam a cirurgia.
Leia mais sobre o transplante de córnea a laser, clicando aqui 

O equipamento é novo e ainda muito caro mas já está presente em alguns hospitais no Brasil.
O laser de femtosecond é diferente do laser usado em cirurgias refrativas, chamado de excimer laser, usado para corrigir miopia e hipermetropia. No entanto, o femtosecond também é usado em cirurgias refrativas para confecção do flap na cirurgia de lasik.
Outra boa indicação para uso do laser femtosecond é na cirurgia de anel de ferrara. O anel de ferrara ou anel intracorneano é usado para tratamento do ceratocone. Leia mais sobre essa cirurgia, clicando aqui

O Hospital de Olhos de Sorocaba tem um dos melhores bancos de olhos do país. Para saber mais sobre esse hospital e até fazer sua inscrição pela internet clique aqui
http://www.hos.org.br/hos/transplante/inscr_trans.html


NOVO! Leia o novo texto sobre transplante de córnea a laser e saiba tudo sobre essa nova técnica cirúrgica





quinta-feira, 6 de maio de 2010

Transplante de Córnea: O que é e para que serve.

O Transplante de Córnea é o transplante de órgãos mais realizado no mundo e também o de maior sucesso. Vamos aqui explicar o que é e como funciona essa cirurgia.


O que é a córnea?

Córnea é o tecido transparente que fica na frente do nosso olho. É através dele que a luz entra no nosso olho. Caso ela perca sua transparência a visão vai ficar prejudicada. Para entender melhor, imagine um relógio com o vidro arranhado, embaçado... Mesmo que a máquina do relógio esteja funcionando, não vai ser possível ver as horas. É igual à córnea: caso ela esteja “embaçada, arranhada”, mesmo que o resto do olho esteja sadio, a visão vai ficar ruim.

Quem precisa fazer o TX? Para que serve?

O transplante de córnea está indicado, obviamente, para algumas doenças da córnea. Muitas pessoas acham que essa cirurgia resolve qualquer doença no olho, mas não é assim. Só as doenças da córnea podem se beneficiar dela. Não existe transplante de “todo o olho”, ou transplante de retina etc...
As principais indicações para transplante de córnea são:

Ceratocone
 Cicatrizes pós algum trauma
Distrofias de córnea
 Doenças congênitas (presentes no nascimento)

Paciente com ceratocone e opacidade de córnea. Para esse caso, um transplante seria uma boa indicação

No entanto, várias doenças, das mais simples, como conjuntivite até casos de infecção pelo vírus da herpes (herpes ocular) podem levar a complicações que necessitem de um transplante de córnea.

De onde vem a córnea doada?

Como em todo transplante, o tecido (no caso a córnea) vem de um doador morto. Após a liberação da família, a córnea é retirada e enviada a um banco de olhos. Esse banco de olhos, avalia, prepara e distribui a córnea que será usada na cirurgia.

Quem pode doar a córnea?

Qualquer pessoa que queira doar seus órgãos após a morte e ajudar outras pessoas que sofrem de problemas visuais. Não há qualquer restrição em relação a ter feito cirurgias oculares, ter glaucoma etc...
Também não há limitação de idade.
As córneas que o banco de olho considerar que não devem ser usadas para transplantes serão usadas em pesquisas científicas ou em treinamentos de novos cirurgiões.

Qual a importância da doação?

No Brasil, o número de transplante de córnea de córnea vem crescendo, mas ainda é muito pequeno em relação ao número de pessoas que esperam por essa cirurgia. Algumas pessoas estão hoje praticamente cegas e após a cirurgia vão poder voltar a levar uma vida normal sem limitações. Inclusive há muitas crianças esperando esse momento.

Aonde é feita a cirurgia?

A cirurgia de transplante de córnea é feita por oftalmologistas em centro cirúrgico de clínicas e hospitais, tanto públicos como privados. Tanto os médicos quanto os hospitais precisam estar credenciados no sistema nacional de transplantes.

Há risco de contrair doenças infecciosas?

Não. As córneas são avaliadas segundo rigorosas normas de controle internacionais e só são liberadas para cirurgia com a certeza que não representam risco para o paciente que irá recebê-la.

Quantas cirurgias de transplante de córnea são feitas no Brasil?

O Brasil dispões de um dos maiores programas públicos de transplante de orgãos e tecidos do mundo. No primeiro semestre de 2009 foram realizados 6151 transplantes de córnea no país. O estado de São Paulo lidera as estatísticas com 2948 transplantes. Minas Gerais com 713 e Paraná com 507 vem em seguida. O Rio de Janeiro só realizou 45 transplantes de córnea.

Há risco de rejeição de transplante de córnea?

Sim. Como em todo transplante de órgão há risco de rejeição. Mas no caso da córnea essa rejeição não representa risco iminente de vida como no transplante de coração ou de rim por exemplo. Muitas vezes é possível controlar essa rejeição com colírios.

É preciso usar imunossupressores para impedir a rejeição?

Não. Ao contrário do transplante de córnea de outros órgãos não é preciso usar esse medicamentos imunossupressores que causam muitos efeitos colaterais

Saiba mais sobre a distrofia de fuchs, clicando aqui
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/tratamento-da-distrofia-de-fuchs.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ceratocone. Diagnóstico e Tratamento

Ceratocone é uma doença dos olhos que acomete igualmente homens e mulheres, geralmente na adolescência ou inicio da fase adulta e de caráter progressivo. Via de regra acomete os dois olhos mas geralmente é mais avançado em um deles.



O que causa o ceratocone?
Não se sabe exatamente a causa do ceratocone. Em alguns casos há uma herança familiar mas em outros não. Muitos pacientes apresentam alergia ocular com coceira nos olhos importante e isso pode estar associado com o surgimento ou progressão da doença.
A alteração ocorre na córnea que ao invés de manter a sua forma original, arredondada, adquire uma forma cônica, pontiaguda (do radical grego cerato = córnea e cone = em forma de cone). Com isso, os raios luminosos que atingem o nosso olho sofrem uma refração errônea e irregular ocasionando uma visão distorcida e embaçada.
Os pacientes geralmente apresentam graus de miopia e astigmatismo, muitas vezes elevado e que sofre variações grandes em pouco tempo. Mesmo quando corrigida com óculos, o paciente não obtém uma visão satisfatória.

Como fazer o diagnóstico do ceratocone?

Um oftalmologista mais atento vai desconfiar desse diagnótico no exame de refração e no exame na lâmpada de fenda. Para a confirmação precisa do diagnóstico dois exames complementares são fundamentais: Topografia de córnea (ou ceratoscopia computadorizada) e paquimetria. O primeiro mede a curvatura da córnea e vai mostrar a região do cone. O segundo mede a espessura da córnea que normalmente é mais fina nesses pacientes.
Além desses dois exames, alguns outros, como pentacam, orbscan e OCT de segmento anterior podem ser utéis ao médico na decisão de qual tratamento fazer.

Ceratocone - Foto
Tratamento do Ceratocone: Qual o melhor?

Isso vai depender do grau do ceratocone. Como em toda doença existem estágios mais leves e mais avançados da doença e isso vai influenciar no tratamento.
Em principio, o principal dado para definir o tratamento é a visão da pessoa com ceratocone. As opções são:

1 – Óculos: como já dito antes, dificilmente proporciona uma visão 100% nítida para a maioria dos casos. Mas em alguns pacientes com ceratocone inicial ou leve, o uso de óculos pode ser uma boa opção.

2- Lente de Contato para Ceratocone (LC): é talvez a solução para a grande maioria dos casos de ceratocone. A LC rígida regulariza a superfície ocular (em outras palavras, deixa a curvatura da córnea mais regular) proporcionando uma qualidade de visão muito boa. Como é uma LC rígida, a adaptação, especialmente numa córnea com curvatura irregular, não é simples e deve ser feita por um oftalmologista experiente nesses casos. As LC gelatinosas NÃO proporcionam uma melhora significativa da visão nesses casos. Existem várias lentes de contato especificas para o ceratocone, inclusive juntado a qualidade óptica da lente rígida com o conforto da lente gelatinosa (lentes híbridas).
Só um bom oftalmologista com experiência em LC poderá indicar a lente ideal. Uma LC mal adaptada pode inclusive agravar um caso de ceratocone.
Se o paciente tiver força de vontade e paciência para suportar o período de adaptação, com o incomodo inerente à LC rígida, terá em mãos uma grande arma para melhorar sua acuidade visual. Com a grande vantagem de ser totalmente e facilmente reversível.

Leia mais sobre esse assunto, no artigo abaixo, aonde falamos mais detalhadamente sobre todos os tipos de lente de contato para ceratocone
http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/lente-de-contato-para-ceratocone-qual.html

3 – Cirurgias para ceratocone: existem diversas cirurgias para o ceratocone. Algumas com finalidade de melhorar a visão e outra com o objetivo de estagnar (freiar) a progressão da doença

Importante: O paciente com ceratocone (ou com suspeita de ceratocone)  NUNCA deve realizar a cirurgia refrativa a laser!

3.1 – Anel intraestromal (ou anel de Ferrara): Consiste na colocação de uma estrutura rígida (um arco) de acrílico no meio da espessura corneana alterando a curvatura da córnea e reduzindo o ceratocone. É uma cirurgia feita em centro cirúrgico por oftalmologista habilitado e sob anestesia local. É reversível e ajustável e pode ser associado com outras opções de cirurgia ou com lente de contato.
Alguns pacientes melhoraram tanto a visão a ponto de nem precisar de óculos depois. A grande maioria obtém uma boa melhora, mas ainda precisará usar óculos ou lente de contato após a cirurgia.
Veja um vídeo com a cirurgia de anel de ferrara para ceratocone, clicando aqui 


3.2 – Ressecção em cunha: Pouco utilizada, poucos médicos estão familiarizados com a técnica e poucos pacientes tem indicação de faze-la.
Retira-se uma parte da córnea, suturando o restante, reduzindo a curvatura e consequentemente o ceratocone.

3.3 – Transplante de Córnea: é a grande cirurgia e a melhor opção para o paciente com ceratocone avançado.


Um transplante de córnea não tem as complicações de outros transplantes de órgãos como o fígado, o coração ou o rim. Tão pouco necessita do uso de imunossupressores sistêmicos evitando assim os indesejáveis e graves efeitos colaterais desses medicamentos.
Em alguns estados do Brasil a fila para o transplante de córnea é quase zero.
Em resumo, retira-se a córnea do paciente (receptor) e coloca-se a córnea doada, suturando-a com 16 pontos em média. O paciente usará colírios por um longo prazo (variando de 1 a 6 meses) e se necessário os pontos serão retirados no ambulatório depois de alguns meses (esses pontos não incomodam e nem sempre precisam ser retirados, podendo o paciente permanecer com eles por muito tempo).

A recuperação não é imediata mas com alguns dias já e possível constatar uma boa melhora da visão.
Grandes estudos nacionais e internacionais mostraram uma melhora significativa do quadro com uma boa segurança e estabilidade da visão à longo prazo.
Uma variação mais nova do transplante de córnea é o transplante lamelar de córnea. Nessa técnica, retira-se somente parte da córnea do paciente e coloca-se a córnea doada. Com isso torna-se a cirurgia mais segura e reduz-se a chance de rejeição. Para o ceratocone é uma ótima opção.
Leia mais sobre o transplante de córnea, clicando aqui

3.4 – Crosslinking (CXL)

É a única opção cirúrgica que visa estabilizar a doença, ou seja, evitar que o ceratocone evolua e piore cada vez mais a visão do paciente.
Um feixe de luz ultravioleta e uma solução contendo riboflavina, fortalecem as fibras de colágeno da córnea, enrijecendo-a e impedindo que ela continue a sofrer as deformações típicas do ceratocone. Em outras palavras, torna a córnea mais forte, mais rígida.
Como o ceratocone é uma doença progressiva, o quanto antes conseguirmos estabilizar o quadro melhor.
Alguns pacientes até percebem uma melhora da acuidade visual mas precisa ficar claro que o objetivo da cirurgia de crosslink é evitar que a doença avance, piore.
Já há alguns centros no Brasil realizando este procedimento de crosslinking de córnea e na opinião de muitos especialistas na área (inclusive eu) essa técnica pode revolucionar o tratamento do ceratocone, evitando que muitos casos se agravem e necessitem de um transplante de córnea.

Ceratocone e Síndrome de Down: Há uma associação entre o ceratocone e a síndrome de down (trissomia do cromossomo 21). Os pacientes com Down tem uma maior chance de desenvolver o ceratocone e o tratamento (uso de lentes de contato a cirurgias) pode ser mais complicado nesses pacientes.

O CID 10 (código internacional de doenças) do ceratocone é H18.6

Para saber mais sobre o Crosslinking de Córnea, leia esse texto sobre esse novo tratamento para o Ceratocone:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/crosslinking-de-cornea-para-ceratocone.html

Sobre Anel de Ferrara, informe-se lendo o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2011/06/anel-de-ferrara-para-ceratocone.html


Você tem coceira nos olhos? Tá com medo de desenvolver ou aumentar o ceratocone? 
Então leia esse texto e previna-se
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/09/coceira-nos-olhos-alergia-ocular.html


Quer saber mais sobre lente de contato?
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/lentes-de-contato-tipos-modos-de-usar-e.html

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Lentes de Contato - Tipos, modos de usar e complicações


Por ser um um tema grande e complexo esse assunto está dividido em 3 posts:

- Lentes de Contato: Tipos, modo de usar e complicações
- Lentes de Contato: Como cuidar. Limpeza, Higiene e Manutenção
- Lentes de Contato: Uso na presbiopia

Lentes de Contato: Tipos, modo de usar e complicações

Basicamente existem três finalidades para o uso das lentes de contatos:

• Correção visual de grau (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia)

• Estéticas (lentes coloridas)

• Terapêuticas (lentes sem grau usadas para correção de algumas doenças oculares)

Tipos de lente de contato:

1. Rígidas Gás-Permeáveis
2. Gelatinosas
3. Híbridas

1 - Lente de Contato Rígida Gás Permeável

Como o nome diz são lentes “duras”. Apesar da impressão inicial, são as lentes menos nocivas ao olho. Permitem uma boa oxigenação da córnea, uma boa lubrificação e por serem menores que as gelatinosas não cobrem uma região do olho muito importante chamada “limbo da córnea” responsável pela produção das células da superfície ocular.
As lentes rígidas são as lentes ideais para correção da visão em pacientes com ceratocone. Para saber mais sobre essas lentes de contato para ceratocone, clique aqui

No entanto são mais incomodas que as gelatinosas e exigem um tempo de adaptação maior. Por esse motivo muitas pessoas evitam usá-la, preferindo a gelatinosa


2 - Lente de Contato Gelatinosa

É a lente mais confortável, mais fácil de cuidar e mais fácil de comprar. Isso explica o seu sucesso, visto que é a mais lente mais vendida. Praticamente não exigem qualquer tempo para adaptação.
São feitas de dois materiais: Hidrofílicas e Silicone-Hidrogel. Essa últimas são as mais novas e permitem uma oxigenação da córnea muito maior do que as hidrofílicas.
Elas podem ser de descarte diário, semanal ou mensal ou feitas para uso diário por períodos maiores.


3 - Lente de Contato Híbrida

Combinam algumas características das duas lentes anteriores. Geralmente a região periférica da lente é gelatinosa e o centro é feita por um material rígido. É usada para situações especiais, como ceratocone ou após cirurgias refrativas.

DICAS IMPORTANTES

1 – NUNCA compartilhe sua lente de contato com ninguém. (Parece estranho, mas tem gente que faz!). Isso não é nada higiênico e aumenta a chance de contaminação.

2 – NUNCA lave sua lente com água da torneira, água filtrada, água boricada etc.. Você estará se arriscando a pegar uma grave infecção ocular. Use sempre e somente as soluções especificas para limpeza e higiene das lente de contatos. Existem várias disponíveis no mercado.

3 – Caso sua lente de contato caia do seu olho na rua, NÂO coloque-a no olho sem fazer sua correta higiene antes. NUNCA a coloque na boca para limpar e depois coloque no olho (também parece estranho, mas juro que tem gente que faz). O risco de infecção é enorme.

4 – Descarte as lentes no prazo determinado pelo fabricante mesmo que elas lhe pareçam boas. As lente de contatos com prazo vencido acumulam mais proteínas e as bactérias aderem mais facilmente aumentando o risco de alergias e infecções.

5 – Interrompa o uso e procure seu oftalmologista ao menor sinal de irritação com as lente de contatos. Principalmente na ocorrência de vermelhidão intensa, dor e/ou turvação visual. Não insista. Vá ao médico.


Vantagens da lente de contato em relação ao óculos:

  • Estética. Muitas pessoas não gostam da sua aparência com óculos e preferem usar lente de contato o dia todo. Outras usam óculos no seu dia a dia mas, numa ocasião especial, como uma festa ou uma entrevista de emprego preferem a lente de contato.
  • Campo de visão. Principalmente para pessoas com graus altos, o óculos restringe o campo de visão aos objetos enxergados através das lentes dos óculos. A visão fica borrada quando os olhos enxergam por fora das lentes do óculos. A lente de contato permite uma visão nítida em todo o campo de visão, pois elas se mexem junto com os olhos.  
  • Prática de esporte. Impossível imaginar um jogador de futebol ou de vôlei usando óculos. Sim, eles também tem grau, mas usam lente de contatos. Até mesmo para uma corrida na praia ou uma esteira na academia a lente de contato é muito mais cômoda.

Perguntas freqüentes:

É só comprar a lente de contato e sair usando? NÃO, definitivamente não. Se você nunca usou ou nunca foi orientado por um médico, procure seu oftalmologista. Você colocaria um aparelho de dente sem consultar um dentista? Pois o raciocínio é o mesmo. Um oftalmologista precisa avaliar qual o melhor tipo de lente de acordo com o seu grau, ver se a lente ficou bem adaptada no seu olho e te orientar sobre os cuidados necessários.

• O grau da lente de contato é o mesmo do óculos? Nem sempre. Dependendo do grau há uma variação da receita do óculos para o grau da lente de contato. Quanto maior o grau maior essa variação.

Por quê meu médico não me dá uma receita com o grau da lente de contato? Porque não existe uma receita assim. O grau vai depender do tipo de lente usada e muitas vezes precisa de um novo exame de refração após colocar a lente no olho. Só o profissional que adaptar a lente de contato te dirá qual o grau certo.

Posso dormir com as minhas lente de contatos? Sim e não. Dependendo da lente de contato o uso durante o sono está autorizado pelos órgãos reguladores e pelo fabricante. No entanto, eu, como oftalmologista, e muito dos meus colegas de profissão somos contrários ao uso da lente de contato para dormir. Além de não ver muitas vantagens em usar lente de contato enquanto se está dormindo (seus sonhos não vão ficar mais nítidos se você estiver de lente!) os prejuízos podem ser grandes. No entanto, ressalto que essa é apenas a minha opinião pessoal (e a de muitos colegas também).

Como a lente de contato pode agredir seus olhos:

A oxigenação da córnea é feita principalmente pela difusão do oxigênio do ar atmosférico através da lágrima e do epitélio corneano. A lente de contato é, portanto, uma barreira a passagem desse oxigênio. Embora os materiais usados hoje em dia permitam uma boa difusão do oxigênio pela lente de contato (consulte o fabricante para saber como é a permeabilidade da sua lente), ainda sim é uma barreira. E, quanto mais alto o grau, mais espessa será a lente e menos passagem de oxigênio vai haver.
A baixa oxigenação pode levar a uma falência e até a morte precoce de algumas células da córnea que não se regeneram (células do endotélio corneano).
Além disso, as células da superfície corneana ficam prejudicadas e seu funcionamento inadequado. Isso pode resultar em inflamações (ceratites) e facilitar a ocorrência de infecções.
As lente de contatos também acumulam resíduos de proteínas e podem resultar em alergias oculares, quase sempre reversíveis mas as vezes um tanto persistentes.
E talvez o principal risco do uso da lente de contato é a ocorrência de uma úlcera de córnea infecciosa, por bactérias, fungos ou amebas.
O uso de lente de contato é um dos principais fatores de risco para essa enfermidade e responsável por alguns dos mais graves casos de infecção corneana existentes.
Alguns pacientes podem ficar com seqüelas permanente na visão devido a essas infecções e podem até necessitar de transplante de córnea.



No entanto, vale ressaltar, que todas as complicações listadas acima ocorrem quase exclusivamente em que usa lC de forma errada, por mais tempo que o permitido, não faz a higiene correta etc...
Quando orientado por um bom profissional, o uso de lente de contato é muito seguro.

Lentes de Contato Coloridas

Essas lentes de uso cosmético requerem o mesmo cuidados das outras lentes gelatinosas.
Podem ser com ou sem grau e há várias tonalidades de cores disponíveis no mercado. Recentemente os fabricantes tem lançado no mercado lentes com desenhos diferentes, modificando bem o aspecto do olho. Isso por si só não é prejudicial ao olho.
O problema dessas lentes é que muitos dos usuários não tem qualquer orientação sobre o uso correto das lente de contato, alguns usam somente em festas e chegam a compartilhar as lentes com outras pessoas.

Alguns modelos tem um gosto muito duvidoso, como vocês podem ver abaixo.


Lentes de contato para ceratocone

São muitas as opções de lentes para corrigir a visão em pessoas com ceratocone ou degeneração marginal pelúcida ou mesmo ectasia pós lasik. Como esse assunto é muito extenso fizemos um texto só sobre as opções de lente para os pacientes com ceratocone. Leia abaixo:

Atenção! Esse post está fechado para novos comentários. Por favor, leiam os comentários já postados. A sua dúvida já pode ter sido respondida. Ou então, leia o texto abaixo aonde tiramos mais dúvidas sobre lentes de contato:

Se a sua dúvida é sobre como limpar e cuidar da lente de contato, então leia o texto abaixo


Tem vista Cansada? Quer usar Lente de Contato Multifocal? Então leia esse texto antes:

Você é Miope? Saiba tudo sobre óculos, lentes e cirurgia para miopia: